terça-feira, 6 de abril de 2010

Chico Xavier reportagem da revista SUPER INTERESSANTE

Prezado Sergio:
 
Obrigado por sua rápida resposta. E por favor, perdoe não termos sido suficientementes claros:
 
Não afirmamos que "a reportagem traga a tese de que Chico enganava as pessoas".
A intenção foi de registrar a nossa opinião: Quem sugere falsidade em Chico não merece credibilidade. E se era para registrar a versão que controverte um personagem notório, o espaço foi desproporcional entre os feitos, testemunhados, e o destrato.
 
Obviamente que, qualquer personagem, pode ser controvertido, por uma pessoa que deseje fazê-lo.
Não há quem defenda o nazismo, ou guerras? Dizem que são formas de controle da população, necessárias pelo artificialismo na competitividade. E o terrorismo? Há terrotistas e aqueles que lhes fazem apologia e o financima, não é mesmo? Aliás, se não houvessem, o terrorismo seria uma ficção - e não é: O Terrorismo é real, e a todos aflige. Há atentados, nos lugares mais insuspeitos e inesperados. Nem por isto, ao fazer uma reportagem sobre um personagem que lutava pela paz e pela fraternidade, devemos abrir igual ou maior espaço para expor a opinião de seus detratores... Ai entre o critério, e a igualdade é adequado, tratar igual aos iguais e desigual aos desiguais.
 
Chico é verossímil pela profusão incontável de depoimentos do que fez.
Seus detratores? Na nossa opinião, não chegam nem perto.
 
Contudo, não posso deixar de registrar que respeito os controvertores entre os quais, frequentemente, posiciono-me como quando escrevi sobre os problemas da versão que foi difundida pela Igreja da oração Pai nosso - caso lhe interesse, disponibilizarei o texto:
Embora no terreno abstrato das crenças a controvérsia é inerente ao pensamento humano, e está na origem de toda descoberta. 
A inovação surge quando é controvertido o paradígma vigente.
Uma crença, que ainda não foi verificada, pode ser verdadeira - ou não.
Há, contudo, crenças que não merecem disseminação e, portanto, quando o conteúdo é informativo, há que se mencionar sua existência, sem, contudo, dar-lhes mesmo destaque do que é aceito. Em outras palavras: É fato que Chico fez tudo o que fez e que as pessoas viram. Milhões, todos que estavam lá, assistiram. Tornou conhecido pelo que fez, num tempo quando a mídia ainda não tinha todo esse poder de construir e destruir lideranças, na era - alguns estão chamando, de pós-civilização. As informações sobre essa percepção estão em: 
 
Chico viveu uma vida simples, sem os confortos que o dinheiro pode comprar. É fato, que a história humana demonstra, de que quem engana, o faz para ganhar algo, em geral é dinheiro, para através do dinheiro desfrutar daquilo que pode comprar, especialmente confortos modernos e caros. O dinheiro representa um valor que a sociedade lhe atribuiu.
Ocidentais cujo sistema de crenças tem nos valores mais importantes a riqueza simplesmente não consegue entender pessoas como o Chico.
 
Toda comunicação tem um objetivo, que passa do conteúdo formal das simples informações que contém. A manieira como são apresentadas as informações pode aliciar modificações no sistema de crenças do destinatário da comunicação. Não nos referimos, portanto, ao reclamar, de dados objetivo, e sim ao foco que a reportagem projetou. Valham-me imagens, mais do que milhares de palavras: Basta investires cinco minutos para examinar a comparação entre os 2ª e 3ª vídeos sediados em
 
As duas reportagens foram produzidas pelo mesmo veículo de comunicação com intervalo de alguns meses. Contudo, seus objetivos eram distintos, aliás, opostos. Assim, embora mostrem a mesma atividade - o treinamento de uma arte marcial por crianças da mesma faixa etária - e sem mudar qualquer "informação" sobre a atividade, as duas reportagens resultam aliciamentos em sentidos opostos.
 
Enfatizo ser apreciador e divulgador da Revista desde seu primeiro número, pelo elevado conteúdo informativo ao qual - será que toda regra tem exceção? - essa reportagem não harmoniza.
 

     Atenciosamente,
     Prof. PADilla*   Luiz Roberto Nuñes Pad!lla

     Professor Universitário Federal, advogado, coach    

     http://lattes.cnpq.br/3168948157129653
     OAB-RS 016.697

 

 
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, April 06, 2010 1:01 PM
Subject: RES: Chico Xavier reportagem da revista SUPER INTERESSANTE

Olá,

obrigado pelo contato e pela leitura. É muito importante para nós na Super receber o retorno dos leitores sobre nosso trabalho. Críticas e elogios são importantes para avaliarmos a revista e refletirmos sobre o que publicamos. Todas as mensagens que recebemos sobre essa reportagem estão sendo lidos por editor e repórter da matéria e servirão de tema para nossa reflexão.

Tenho respondido a várias mensagens como a sua. Sabemos que Chico Xavier foi uma figura importantíssima no cenário religioso do Brasil, e que é muito querido por diversas pessoas, assim como você. Como escrevi na minha carta, preparamos essa matéria com muito respeito. Procuramos deixá-la equilibrada, apresentando para o leitor uma visão plural sobre a trajetória de Chico Xavier e trazendo também os questionamentos necessários a qualquer matéria jornalística - sempre com o indispensável distanciamento e rigor na apuração. Todo o texto foi baseado em profundo trabalho de reportagem e depoimentos de várias fontes.

 

Não é verdade que a reportagem traga a tese de que Chico enganava as pessoas. Em qual parte da matéria escrevemos isso? Inclusive, a informação de que Chico nada lucrou está no texto. Demos a Chico Xavier o mesmo tratamento que damos para a Igreja Católica ou a Charles Darwin ou qualquer outro tema. Até o momento, recebemos críticas e elogios. É normal: as pessoas têm opiniões diferentes. E o debate entre essas opiniões enriquece a todos - é a raiz da construção do conhecimento. Ninguém, porém, apontou falhas de apuração ou erros objetivos em relação ao que publicamos. Se você tiver especificamente erros de informação para apontar, por favor nos diga quais são que prometemos corrigi-los.

 


Um grande abraço,
Sérgio Gwercman

Diretor de Redação da Super

 

 

De: www.PADilla.adv.br [mailto:luizrobertonunesos@padilla.adv.br]
Enviada em: segunda-feira, 5 de abril de 2010 21:53
Para: Sergio Gwercman
Assunto: Chico Xavier reportagem da revista SUPER INTERESSANTE

 

Distintos Editor e Diretor de Redação:


Corri para comprar a Revista Super Interessante, da qual sou leitor assíduo e divulgador de sua proposta de difundir informações, cuja capa traz Chico Xavier. Decepcionei-me ao ler a matéria.

É inverossímil a tese de que enganaria os outros, por décadas, vendendo mais de 25 milhões dos seus livros, e viveria uma vida simples. A história humana comprova que quem engana o faz para ganhar dinheiro e desfrutar de tudo que o dinheiro pode comprar. Vejam a propósito a reportagem da revista Veja sobre o Bispo edir Macedo, em anexo, da mansão em pedra nobre, com luxuosas banheiras de sais e aposentos nababescos??

Richard Simonetti, que leu a revista antes de mim, escreveu opinião que comungo e transcrevo, para total clareza.

 

Segue a carta de Richard Simonetti,

Senhor Sérgio Gwercman
Diretor de redação da revista Super Interessante

Sou assinante dessa revista há muitos anos. Sempre a encarei como publicação séria, fonte de informações a oferecer subsídios para meu trabalho como escritor espírita, autor de 49 livros publicados.
Essa concepção caiu por terra ao ler, na edição de abril, infeliz reportagem sobre Francisco Cândido Xavier, pretensiosa e tendenciosa, objetivando, nas entrelinhas, denegrir e desvalorizar o trabalho do grande médium.
Isso pode ser constatado já na seção "Escuta", com sua assinatura, em que V.S. pretende distinguir respeito de reverência, como se reverência não fosse o respeito profundo por alguém, em face de seus méritos.
Podemos e devemos reverenciar Chico Xavier, não por adesão de uma fé cega, mas pela constatação racional, lúcida, lógica, de que estamos diante de uma personalidade ímpar, que fez mais pelo bem da Humanidade do que mil edições de Superinteressante, uma revista situada como defensora do bom jornalismo, mas que fez aqui o que de pior existe na mídia – a apreciação superficial e tendenciosa a respeito de alguém ou de uma notícia, com todo respeito, como pretende seu editorial, como se fosse possível conciliar o certo com o errado, o boato com a realidade, o achincalhe com o respeito.
Para reflexão da repórter Gisela Blanco e redatores dessa revista que em momento algum aprofundaram o assunto e nem mesmo se deram ao trabalho de ler os principais livros psicografados pelo médium, sempre com abordagem superficial, pretendendo "explicar" o fenômeno Chico Xavier, aqui vão alguns aspectos para sua reflexão e – quem sabe? – um cuidado maior em futuras reportagens.
De onde a repórter tirou essa bobagem de que "toda essa história começou com as cartas dos mortos?"
Se as eliminarmos em nada se perderá a grandeza de Chico Xavier. A história começa bem antes disso, com a publicação, em 1932, do livro Parnaso de Além-Túmulo, quando o médium tinha apenas 22 anos.
A reportagem diz: "Ele dizia que não escolhia os espíritos a quem atenderia, só via fantasmas e ouvia vozes. Mas parecia ser o escolhido por celebridades do céu. Cruz e Souza, Olavo Bilac, Augusto dos Anjos e Castro Alves lhe ditaram versos e prosa."
Afirmativa maliciosa, sugerindo o pastiche, a técnica de copiar estilo literário. O repórter não se deu ao trabalho de observar que no próprio Parnaso há, nas edições atuais, 58 poetas desencarnados, menos conhecidos e até desconhecidos, como José Duro, Alfredo Nora, Alma Eros, Amadeu, B.Lopes, Batista Cepelos, Luiz Pistarini, Valado Rosa… Poetas do Brasil e de Portugal que se identificam pelo seu estilo, em poesias personalíssimas enriquecidas por valores de espiritualidade.
Não sabe ou preferiu omitir a repórter que Chico psicografou poesias de centenas de poetas desencarnados, ao longo de seus 75 anos de apostolado, na maior parte poetas provincianos, conhecidos apenas nas cidades onde residiam no interior do Brasil. Pesquisadores constatam que esses poemas não são "razoavelmente fiéis ao estilo dos autores". São totalmente fiéis.
Não tem a mínima noção de que a técnica do pastiche, a imitação de estilo literário, é extremamente difícil, quase impossível. Pastichadores conseguem imitar uma página, uma poesia de alguém, jamais toda uma obra ou as obras de centenas de autores.
Afirma que Chico foi autodidata e leitor voraz durante toda a vida, sempre insinuando o pastiche. Leitor voraz? Passava os dias lendo? Só quem não conhece sua biografia pode falar uma bobagem dessa natureza, já que Chico passava a maior parte de seu tempo atendendo pessoas, psicografando, participando de reuniões e atendendo à atividade profissional. Não conheço um único documentário, uma única foto mostrando Chico lendo "vorazmente". Ah! Sim! Para a repórter Chico certamente escondia isso.
Fala também que Chico teria 500 livros em sua biblioteca e que "a lista inclui volumes de autores cujo espírito o teria procurado para escrever suas obras póstumas, como Castro Alves e Humberto de Campos".
E as centenas de poetas e escritores que se manifestaram por seu intermédio. Chico tinha livros deles? E de poetas que sequer publicaram livros?
Quanto a Humberto de Campos, cuja família tentou receber na justiça os direitos autorais pelas obras psicografadas por Chico, o que seria ótimo acontecer, o reconhecimento oficial da manifestação dos Espíritos, esqueceu-se a repórter de informar que Agripino Grieco, o mais famoso crítico literário de seu tempo, recebeu uma mensagem do escritor, de quem era amigo. Reconheceu que o estilo era autenticamente de Humberto de Campos, mas que o fato para ele não tinha explicação, já que, como católico praticante, não admitia a possibilidade de manifestação dos espíritos.
Esqueceu ou ignora que Chico, médium psicógrafo mecânico, recebia duas mensagens simultaneamente, com ambas as mãos sendo usadas por dois espíritos. Desafio Superinteressante a encontrar um prestidigitador capaz de fazer algo semelhante.
Uma pérola de ignorância jornalística está na referência sobre materialização de Espíritos: "seria necessário produzir um total de energia duas vezes maior do que é hoje produzido pela hidroelétrica de Itaipu por ano, segundo os cálculos feitos por especialistas exibidos por reportagens sobre Chico nos anos 70." Seria superinteressante a repórter ler sobre as pesquisas de Alfred Russel Wallace, Oliver Joseph Lodge, Lord Rayleigh, William James, William Crookes, Ernesto Bozzano, Cesare Lombroso, Alexej Akzacof e muitos outros cientistas respeitáveis que estudaram o fenômeno da materialização e o admitiram. Leia, também, sobre quem eram esses cientistas, para constatar que não agiam levianamente como está na revista.
A repórter reporta-se às reuniões mediúnicas das quais Chico participava como shows que o tornaram famoso e destila seu veneno. Cita o sobrinho de Chico que, dizendo-se médium, confessou que era tudo de sua cabeça, o mesmo acontecendo com o tio. Por que passar essa informação falsa, se o próprio sobrinho de Chico, notoriamente perturbado e alcoólatra, pediu desculpas pela sua mentira? Joga penas ao vento e espera que o leitor as recolha? Omitiu também a informação de que ele confessou que pessoas interessadas em denegrir o médium pagaram-lhe pela acusação.
Eram frequentes nas reuniões a ocorrência de fenômenos como a aspersão de perfumes no ambiente, algo que, deveria saber a repórter, costuma ocorrer com os médiuns de efeitos físicos. No entanto, recusando-se a colher informações mais detalhadas sobre o assunto, limitou-se a dizer que em 1971 um repórter da revista Realidade, José Hamilton Ribeiro, denunciou que viu um dos assessores de Chico Xavier levantar o paletó discretamente e borrifar perfume no ar. Sugere que havia mistificação, aliás, uma tônica na reportagem. Por que não foram consultadas outras pessoas, inclusive centenas que tiveram seus lenços inexplicavelmente encharcados de perfume ou a água que levavam para magnetizar, a exalar também um olor suave e desconhecido que perdurava por muitos dias?
Na questão das cartas, milhares e milhares de cartas de Espíritos que se comunicavam com os familiares, sugere a repórter que assessores de Chico conversavam com as pessoas, anotando informações para dar-lhes autenticidade. Lamentável mentira. E ainda que isso acontecesse, Chico precisaria ser um prodígio para ler rapidamente as informações e inseri-las no contexto de cada mensagem, de cada espírito, mistificando sempre.
E as mensagens dirigidas a pessoas ausentes? E os recados aos presentes? Não eram só mensagens. Eram incontáveis recados. A pessoa aproximava-se de Chico e ele, sem conhecer nada de sua vida, transmitia recados de familiares desencarnados, na condição de um ser interexistente, que vivia simultaneamente a vida física e a espiritual, em contato permanente com os Espíritos.
Lembro o caso de um homem inconformado com a morte de um filho. Ia toda noite deitar-se na sepultura do rapaz, querendo "ficar com ele". Não contava a ninguém, nem mesmo aos familiares. Em Uberaba recebeu mensagem do filho pedindo-lhe que não fizesse isso, porquanto ele não estava lá.
Durante muitos anos Chico psicografou receituário mediúnico de homeopatia. Perto de 700 receitas numa noite. Ficava horas psicografando. E os medicamentos correspondiam à natureza do mal dos pacientes, sem que o médium deles tivesse o mínimo conhecimento. Na década de 70 tive uma uveíte no olho esquerdo. Compareci à reunião de receituário. Escrevi meu nome e idade numa folha de papel. Não conversei com ninguém. Após a reunião recebi a indicação de dois medicamentos. Tornando a Bauru, onde resido, verifiquei num livro de homeopatia que o dois medicamentos diziam respeito ao meu mal. Curaram-me.
Concebesse a repórter que, como dizia Shakespeare, há mais coisas entre a Terra e o Céu do que concebe nossa vã sabedoria, e não se atreveria a escrever sobre assuntos que desconhece, com o atrevimento da ignorância.
Outras "pérolas" da reportagem:
Oferece "explicações" lamentáveis para o fenômeno Chico Xavier.
Psicose, confundindo mediunidade com anormalidade.
Epilepsia, descarga elétrica que "poderia causar alheamento, sensação de ausência, automatismo psicomotor", segundo a opinião de um médico. Descreve algo inerente ao processo mediúnico, que não tem nada a ver com desajuste mental, ou imagina-se que o contato com o Espírito comunicante não imponha uma alteração nos circuitos cerebrais, até para que ocorra a manifestação? E porventura o médico consultado sabe de algum paciente que produza textos mediúnicos durante a crise epilética?
Criptomnésia, memórias falsas, lembranças escondidas no subconsciente do médium, ao ouvir informações sobre o morto. Inconscientemente ele "arranjaria" essas informações para forjar a "manifestação".
Telepatia. Aqui o médium captaria informações da cabeça dos consulentes e as fantasiaria como manifestação do morto. Como dizia Carlos Imabassahy, grande escritor espírita, inconsciente velhaco, porquanto sempre sugere que é um morto quem se manifesta, não ele próprio.
Informa a repórter que "acuado pelas críticas na Pedro Leopoldo de 15 mil habitantes, Chico resolveu fazer as malas e partir para Uberaba, um polo do Espiritismo onde contaria com um apoio de amigos".
Mentira. Ele deixou Pedro Leopoldo, onde tinha muitos amigos, não por estar "acuado", mas simplesmente seguindo uma orientação do Mundo Espiritual, em face de tarefas que desenvolveria em Uberaba que, então sim, com sua presença transformou-se em "polo do Espiritismo".
Na famoso pinga-fogo a que Chico compareceu, em 1971, na TV Tupi, um marco na história das entrevistas televisivas, com uma quase totalidade de audiência, diz a repórter que Chico foi "bombardeado por perguntas. Mas se safou." Bombardeado? Safou-se? O que foi essa entrevista, um libelo acusatório contra um mistificador? Se a repórter se desse ao trabalho de ver a entrevista toda, o que lhe faria muito bem, verificaria que o clima foi de cordialidade, de elevada espiritualidade, e que em nenhum momento os entrevistadores "bombardearam" Chico. E em nenhum momento ele deixou de responder as perguntas com a sobriedade e lisura de quem não está ali para safar-se, mas para ensinar algo de Espiritismo.
Falando da indústria (?) Chico Xavier, há um box sobre "Dieta do Chico Xavier", que jamais seria veiculada por Chico. Usaram seu nome. Por que incluí-la nas inverdades sobre o médium, simplesmente para denegrir sua imagem, aqui sugerindo que seria ingênuo a ponto de conceber semelhante bobagem? Se eu divulgar via internet que Superinteressante recomenda o uso de cocô de galinha para deter a queda de cabelos, seria razoável que alguma revista concorrente citasse essa tolice, mencionando a suposta autoria, sem verificação prévia?
Falando dos 200 livros biográficos sobre Chico Xavier, a repórter escreve: "Tem até um de piadas, Rindo e Refletindo com Chico Xavier". Certamente não leu o livro, porquanto não conhece nem o autor, eu mesmo, Richard Simonetti, nem sabe que não se trata de um livro de piadas, mas um livro de reflexão em torno de ensinamentos bem-humorados do médium.
Não fosse algo tão lamentável, tão séria essa agressão contra a figura respeitável e venerável de Chico Xavier, eu diria que essa reportagem, ela sim, senhor redator, foi uma piada de péssimo gosto!
Doravante porei "de molho" as informações dessa revista, sem o crédito que lhe concedia.
A repórter Gisela Branco esteve em Pedro Leopoldo e Uberaba com o propósito de situar Chico Xavier como figura mitológica. É uma pena! Não teve a sensibilidade nem o discernimento para descobrir o médium Chico Xavier, cuja contribuição em favor do progresso e bem estar dos homens foi tão marcante que, a exemplo do que disse Einstein sobre Mahatma Gandhi, "as gerações futuras terão dificuldade para conceber que um homem assim, em carne e osso, transitou pela Terra."
E deveria saber que não vemos Chico Xavier como um mártir, conforme sugere. Não morreu pelo Espiritismo. Viveu como espírita. E se algo se aproxima de um martírio em seu apostolado, certamente foi o de suportar tolices e aleivosidades como aquelas presentes na citada reportagem.
Finalizando, um ditado Zen para reflexão dos redatores da Super:
O dedo aponta a lua.
O sábio olha a lua.
O tolo olha o dedo.


Richard Simonetti
Bauru, 3 de abril de 2010.




                 " Para realizar grandes sonhos
                         Precisamos GRANDES sonhos... "

 

     Atenciosamente,
     Prof. PADilla*   Luiz Roberto Nuñes Pad!lla

     Professor Universitário Federal, advogado, coach    

     http://lattes.cnpq.br/3168948157129653
     OAB-RS 016.697

 

 


* end of this message *