segunda-feira, 14 de junho de 2010

Além do Esporte

Apesar de preparar para o combate, as artes marciais moldam um caráter pacifista: Há duas décadas a BBC decidiu produzir uma série de documentários sobre os grandes mestres das artes marciais . Howard Reid e Michael Croucher, seus principais repórteres, visitaram Índia, China, Japão, Filipinas e, editada a reportagem, escreveram um best seller, "O Caminho do Guerreiro", cujo subtítulo registra que as Artes Marciais constituem um paradoxo: Não obstante sejam os mais exímios lutadores do mundo, os virtuosos são pacifistas, éticos, disciplinados, tranqüilos, e dotados de extraordinário grau de percepção. Sim! Aprender a arte de lutar os transforma em pacificadores... Forte é quem vence sem lutar, mesmo tendo o poder de vencer lutando... No livro “Samurai”, Stephen Turnbill, Doutor em História, graduado pela Universidade de Cambridge, intitula a conclusão “O Paradoxo da Tranqüilidade”. O médico Roberto C. Arena de Souza, ao saber do fato, salientou a existência de “farta literatura mundial indexada e com credibilidade no meio científico, a prática de modalidades que envolvem artes marciais não é prejudicial á saúde de outrem, independente da idade de quem pratica.” Helio Riche Bandeira, que se formou arquiteto, terreno onde faz trabalhos, contudo, seguiu vocação como professor de educação física e de artes marciais, com décadas de ensino, na melhor escola da Capital gaúcha, o Colégio Militar de Porto Alegre, elaborou uma tese de mestrado, na UFRGS, sobre o tema.