terça-feira, 21 de setembro de 2010

35% dos alunos concorda que as pirâmides foram feitas pelos ETs...

Alunos respondem que as pirâmides foram feitas por ETs...
 

Entre 10 mil universitários, só 35% discordaram da afirmação as pirâmides do Egito foram feitas por ETs... Analfabetismo científico? Preocupa pesquisadores: Para 40%, antibióticos matam tanto os vírus quanto as bactérias -na verdade, só as bactérias são vulneráveis a esse tipo de medicamento. 
 
Poucos se manifestaram contra outras teses sem base, como o suposto status de ciência da astrologia e a ideia de que existem números da sorte - 22% e 40%, respectivamente.
 
O autor do estudo americano, o astrônomo Chris Impey, diz que os números refletem o problema dos alunos de ensino médio não precisarem fazer cursos de ciência. A maioria estuda biologia, menos de metade tem aulas de química e só um quarto estuda física.
"O ensino médio americano é forte em história, conhecimentos gerais, esportes, computação, mas bastante fraco mesmo em ciências", diz Renato Sabbatini, biomédico e educador da Unicamp. "As perguntas que fizeram são hiperelementares, um adolescente minimamente informado que assista televisão saberia responder."
 
Preocupante, diz Impey, é que o pior desempenho foi justamente o dos alunos de cursos na área da educação. Não há estatísticas indicando qual a realidade brasileira. Embora aulas de ciência sejam obrigatórias no ensino médio aqui, a baixa qualidade do ensino não garante muita coisa.
 
Conspirando contra a compreensão científica no país, diz Sabbatini, há o fato de que cerca de 70% dos brasileiros só conseguem ler textos curtos e tirar informações esparsas deles.  "Têm letramento insuficiente. É impossível serem bem informados sobre a ciência moderna."
Tal analfabetismo, diz Impey, não deixa de ser um problema político: "Esses conhecimentos são importantes para avaliar posições políticas sobre mudança climática ou células-tronco".
 
Sempre existirão horóscopos, dizem cientistas
Por mais que entender o método científico faça com que as pessoas fiquem mais céticas, os cientistas apostam que sempre existirá gente acreditando em astrologia.
"Quase todos os jornais publicam horóscopos, por exemplo", diz Chris Impey, lembrando que, mesmo entre os mais instruídos, ou em países famosos pela qualidade da sua educação, a crença nela ou em outras pseudociências é comum.
Entre as mais comuns, a grafologia (analisar a caligrafia para obter informações sobre personalidade, utilizada por algumas empresas na hora de contratar). Não há evidências científicas. "Ainda assim, tenho colegas na Unicamp que acreditam em coisas assim", diz Renato Sabbatini.
É necessário, então, relaxar um pouco o conceito de analfabetismo científico, diz. "Existem várias pessoas com várias crenças que, mesmo assim, são boas cientistas." Para os pesquisadores, a astrologia é especialmente sedutora. "Frases vagas como 'às vezes você é sociável, mas com frequência se torna mais reservado' costumam impressionar", diz Impey.
Sabbatini concorda: "A pessoa lê algo como 'às vezes você se estressa, mas logo depois melhora' e pensa 'olha, eu sou assim', não pensa que é só uma coincidência."
Se encarada como uma autoajuda sem base científica, a astrologia nem é tão perigosa, diz Impey. "Eu não gosto de astrologia, mas acho que a crença nela não é tão preocupante quanto a ignorância sobre evolução, genética ou o Big Bang", diz Impey. (Ricardo Mioto, Folha de SP, 21 de Setembro de 2010)
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=73600
Marco Machado criou um debate na Comunidade 'CEVCafé':
http://cev.org.br/comunidade/cevcafe/debate/et-fez-piramides-dizem-alunos-dos-eua-enquanto-isso-brasil/

Depois, quando questiono estar sendo disseminada uma

"Cultura de superficilidade"  - mais para cuRtura - muito curta...

Dizem que estou exagerando!

O excesso de informações confunde? Desfoca o pensamento? Auxilia a dominação?
 

cultura da superficilidade beneficia as corporações...

Entenda como as enriquece:

www.padilla.adv.br/processo/pensamento