domingo, 3 de novembro de 2013

Porto Alegre o Por-do-Sol mais bonito


Shibui (渋い adjectivo), shibumi (渋み) ou shibusa (渋さ substantivos) são palavras da língua japonesa referentes à singular estética de perfeição na simplicidade - cuja compreensão envolve a abertura da percepção propiciada pelo Tao, Zen, ou de outras práticas orientais. É ultrapasar os limites do conhecimento (temporal), e atingir a simplicidade da sabedoria. Certamente aplicam-se ao sunset portoalegrense.
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Porto Alegre tem um Pôr-do-Sol dos mais bonitos do mundo?

Você decide...

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Lamentávelmente, o potencial é prejudicado pela inércia dos politicorruptos,  ecochatos e ecopatas, além dos psicopatetas em geral
Políticos abandonam orla do Rio Guaíba

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A ponte elevando-se sobre o Rio Guaíba ao passar embarcação. Foto by Graziella Granata a partir de aeronave pousando no aeroporto Salgado Filho. Os cálculos estruturais da ponte foram realizados pelo engenheiro San Martin o qual, por décadas, professor da disciplina de cálculo na UFRGS até 1977 quando nos obrigou a enfrentar, dois dias seguidos, as enormes filas do Decordi. Outro dia conto essa história... Agora, veja a foto:

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     Porto Alegre na percepção da Fifa    
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Shibumi, sem correspondência em Português, em NIHON GO expressa um conjunto de qualidades harmoniosas culminando por assegurar ao seu detentor um estado de espírito de plenitude - do ser no Universo – um delicado equilíbrio; é o foco na perfeição das Artes Marciais.

Alguns referem como Nirvana budista, ou Satorti. Na Índia, pode ser comparado à recitação do “Nam-myoho-rengue-kyo” dentro do Sutra de Lótus.

Não existe possibilidade de uma tradução. Contudo, sabemos ser a síntese de todas as forças do Universo consubstanciadas na natureza competitivo e evolutiva da vida e do ser humano.

Como descrever uma qualidade indescritível ?

Uma expressão de tão correta não precisar ser ousada...

Tão mordaz prescindir ser bonita...

Tão verdadeira sem necessitar ser real?

Qual é a diferença entre o verdadeiro e o falso? O efeito causado em nós!

O falso espelha-se e ecoa em nossas fraquezas, dependências/carências/necessidades e conflitos.
Nascer capaz de entender o Universo é uma qualidade da natureza humana.
O falso a contraria: fecha-nos; amesquinha, torna-nos egoístas, preocupados e deprimidos.

O verdadeiro enche-nos de amor, engrandece-nos; dá-nos forças e energiza para superar dificuldades e obstáculos.


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Shibumi é um silêncio eloqüente.
Avatares podem auxiliar; contudo, a voz do Universo é discreta e pulsa em nossa energia.   
     
     

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Shibumi é compreensão, muito mais do que conhecimento.

Uma leveza que nos transporta a outro plano.

Ultrapassar o conhecimento e atingir a simplicidade.




A simplicidade da sabedoria:

O conhecimento é limitado as acervo de informações...

A sabedoria não tem limites: é a capacidade de compreender, tudo e a todos.



Quando o sábio encontra algo “novo”, antes que alguém possa terminar de dizer:
“-algo que não conhecias! Não és tão sábio assim ! “
O ser iluminado já se harmonizou com o “novo” e é um só, harmonizado com o Universo:

Ser Um, e ao mesmo tempo o Todo.





Shibumi - em nihon-go (língua japonesa, ideográfica ou simbólica) expressa uma virtude de esplendor ó até pode se referir a uma obra. Sentimos, mais do que propriamente vemos, Shibumi é usado para qualificar jardins e locais nos quais há tanta harmonia que a beleza é fluída e a paz está em movimento sem perturbar-se.

Mas a principal referência de Shibumi será sempre à pessoa... Porque uma obra – se tiver a característica de Shibumi, a terá recebido do seu criador, e constituirá o registro do momento em que o artista atingiu um momento de esplendor.

No comportamento (wabi), uma tranqüilidade espiritual que não é passiva. Em Shibumi, há uma energia intensa mas pacificadora, que desestimula qualquer desafio.

O detentor de Shibumi possui autoridade – ao natural, sem necessidade de dominação e derivada da sabedoria. Embora criado por um ocidental, o inglês Rudyard Kipling (1865-1936), o poema “IF” auxilia a entender o Shibumi:

Se
Se és capaz de manter a calma quando
Todo o mundo ao redor já perdeu e te culpa;
De crer em ti quando todos estão duvidando,
E para esses no entanto expiar a desculpa;

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;
De sonhar - sem fazer dos sonhos os teus senhores;
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena:"Persiste!" ;

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo, ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que é mais - tu serás um Humano, ó meu filho! ".

Nota: a tradução de Guilherme de Almeida, sonoramente mais harmoniosa comparada ao original inglês, terminava com “és um Homem, ó meu filho”. Homenageando o humanista, substituímos pela expressão mais adequada os tempos atuais. A 4ª linha da primeira estrofe continha “...achar uma desculpa”. No sentido de razão para continuar lutando contra o atavismo mesmo quando todos o culpam.


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Fotos sem créditos indicados por Gilberto Simon colhidos em http://wp.me/pl9z0-dLi



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