quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Idolatria no Futebol


Transdisciplinar Teoria Geral dos Processos 
em  permanente construção 
Para realizar grandes sonhos, necessitamos grandes sonhos. [Hans Seyle]

  A  idolatria  no Futebol:

  Peculiaridades interessantíssimas sobre as cem personalidades mais importantes na história do Futebol demonstram a criação de ídolos, muito são notórios; contudo, também comprova uma triste realidade: desportistas tão ou até mais importantes na dinâmica do esporte do que os famosos são ilustres desconhecidos... 


  
Quem foi o atleta da foto acima? Ele mereceu ter sua imagem eternizada em uma magnífica estátua?



Por que alguns são tão famosos enquanto outros são desconhecidos?

Na foto inicial, mais acima, o Prof. PADilla aponta para a estátua de Artur el tigre Friedenreisch no Clube Paulistano. Quem foi Friedenreisch? Por que um dos mais sofisticados clubes do Brasil reverencia a sua memória? Por que a maioria da população que gosta de futebol fora desse clube o ignora? Tudo isso você vai descobrir aqui!

Dos craques do futebol:

Como a acultura da superficialidade inverte os valores provocando idolatria de seus aliados e assassina a reputação de quem a enfrenta?

Como isso prejudica o bem estar social?
Praticamente todos o conhecem Pelé: Marcou 1282 gols; Rei do Futebol  e, por tabela, do desporto ainda mais difundido. Para os torcedores de todo o mundo, exceto para os Argentinos, é o jogador mais talentoso de todos tempos. Tornou o Santos e a cidade, do litoral paulista, mundialmente famosos.
Idolatria de Pelé impulsionada pela mídia ilustrana nessa aparição no
programa do comediante Ronald Golias de grande audiência nos anos 70.

  Contudo, o "Rei Pelé" não foi o maior goleador da história. Perdeu feio, por 47 gols, para Artur el tigre Friedenreisch. Este, apesar da pujança ao seu tempo, é um total desconhecido para a população e, mesmo, entre os aficionados do esporte:
Nesta disciplina funcionando, ininterruptamente, a mais de 25 semestres na UFRGS - confira Portas Abertas lota Faculdade de Direito da UFRGS com a história da disciplina Direito Desportivo http://bit.ly/ufrgs-direito - passaram centenas de alunos e mais de 85% ignoravam as façanhas do goleador Paulistano.
Trata-se de um público seleto, e não se presta à amostragem da população onde o grau de ignorância está perto de 99%. Além do padrão intelectual da nossa Universidade, considerada pelo MEC a melhor do pais, a disciplina é opcional e a maioria dos matriculados são apreciadores do esporte. 

Embora o futebol tenha evoluído um pouco desde aquela época, nada justifica desqualificar quem a própria FIFA reconhece como o maior goleador da história do futebol.
Os pesquisadores consideram Friedenreisch o primeiro craque brasileiro. Então, por que a mídia ventríloqua o desmerece? Por que o desrespeito aos seus 1329 gols? Genericamente, acusam de "amadoraa "prática desportiva" da época de El Tigre nascido em 1892 filho de um alemão com uma brasileira. Será?
Pelo que se vê em esparsas filmagens daquela época, não era mais fácil jogar futebol ao tempo de El Tigre

Na verdade, essa infâmia é (mais) uma jogada midiática para reforçar o título de "rei do futebol" atribuído aquele que se tornou um aliado dos Controladores. 
Edson Arantes dos Nascimento é motivado pelo poder. A respeito, faça uma pausa e conheça os 4 tipos de motivação do esforço humano em http://www.padilla.adv.br/desportivo/4atletas.pdf

A infâmia contra Friedenreisch é muito similar à praticada contra as Artes Marciais. Conheça-a e ao preconceito-reverso e entenda porque as Artes Marciais e Lutas tripartem o foco desportivo no Século XXI ╰☆╮http://bit.ly/sindiplam

Torna-se ainda mais injusta a desdita quando lembramos o fato de Friedenreiche e sua equipe, em 1925, antes mesmo do pai e da mãe de Pelé conhecerem-se, haverem conquistado na Europa onde Friedenreisch e Equipe, excursionaram durante várias semanas. Lá, receberam o apelido de reis do futebol!

Após "pendurar as chuteiras", Pelé aceitou oferta, vultosa para os padrões da época. Passou anos nos EUA. Quando voltou ao Brasil, queriam aproveitar o carisma dele como "Rei" perante a mídia para emplacar o aumento da carga tributária disfarçadamente. Saiba tudo o que eles não querem que você descubra em http://padilla-luiz.blogspot.com.br/2012/10/politicos-querem-acabar-com-autonomia.html
O interesse de turbinar o carisma de Pelé explica porque tentam apagar da história do futebol o seu maior personagem, Artur el tigre Friedenreisch, aliás, o primeiro atleta de destaque do desporto brasileiro no cenário internacional! 
Ilustra o esforço da acultura da superficialidade em apagar a memória o fato de, quando das obras do entorno do estádio Maracanã para a Copa de 2014, demoliram a Escola Municipal Friedenreich e sumiram com o seu museu!
 Escute a opinião do especialista Ronaldo Helal, professor da UERJ e autor de vários estudos http://lattes.cnpq.br/8912160484639720 https://pt.wikipedia.org/wiki/Ronaldo_George_Helal (abaixo, para escutar clique na flecha):

http://www.radiotubeorg.br/audio_novo.php?a=2335gZPEBeY5axffwE1.mp3&autor=QXVkaW9MYWIgLSBMYWJvcmF083JpbyBkZSDBdWRpbyBkYSBGQ1MvVUVSSg==



   A foto acima é do CAP, Club Atlético Paulistanofundado em 1900. Devido ao grande crescimento, o CAP foi obrigado a mudar-se de sede duas vezes. Hoje, no privilegiado bairro do Jardim América, ocupa uma área de mais de 41 mil metros quadrados. O clube é muito chique; possui mais de uma centena de equipamentos de esportes entre quadras, salas de jogos e espaços de lazer que vão de salas de jogos a um moderno cinema e dois restaurantes de primeira linha. Os títulos de sócio são revendidos por centenas de milhares de dólares após o candidato ser aceito pelo Conselho do Clube. E não é qualquer um: o milionário ex-jogador de seleção de futebol Ronaldo Nazário, goleador das Copas Fifa, investiu a bagatela de quinze milhões adquirindo uma mansão em frente de uma das entradas do Clube e se candidatou-à compra do título. Foi vetado com bola preta.

Entre o gramado de futebol e um dos conjuntos de piscinas, está a estátua metálica sobre um pedestal de granito reverenciando a memória de Artur Friedenreisch (fotos acima), protagonista do que muitos pesquisadores consideram a maior glória do esporte brasileiro até a Copa de 1958: a excursão do Paulistano pela Europa em 1925.
Atualmente, os meios de transporte são sofisticados e velozes e as equipes de diferentes países atuam nos quatro cantos do planeta. Porém, há mais de noventa anos, quando o CAP embarcou no navio Zeelândia rumo à fria Europa, na primeira viagem oficial de um clube brasileiro ao continente, levou com ele a atenção de todo o país. Estava em jogo muito mais do que apenas jogos de futebol.
Friedenreich e equipe tiveram desempenho espantoso. Após dez jogos disputados, voltaram com nove vitórias, 30 gols marcados, oito sofridos e um apelido, criado pela imprensa francesaos reis do futebol.
Quando os atletas do Paulistano chegaram ao Brasil, foram aclamados como verdadeiros campeões mundiais. Veja a descrição do São Paulo Sportivo sobre a passagem da delegação pelo Rio de Janeiro, capital federal na época quando foram recebidos pelo presidente Arthur Bernardes:
  “Senhoras e crianças atiravam flores das sacadas, enquanto populares, dominados pelo entusiasmo, jogavam ao ar os chapéus e as bengalas”.
Ao chegarem em São Paulo, a Estação da Luz foi tomada pelo povo e os jogadores foram carregados pela população até a sede do Clube como heróis.
Anos depois, nasceria o São Paulo Futebol Clube de uma dissidência do CAP. 
Portanto, o "reinado" de Pelé no futebol deve-se, em parte, ao maior goleador Fifa, Artur Friedenreisch, ser brasileiro e sua performance desportiva ser ocultada pela mídia. Fosse Friedenreisch de outro país, a mídia de sua nacionalidade e a internacional contestariam Pelé. A mídia brasileira, contudo, assim como os políticos, não querem ofuscar o já trêmulo carisma de Pelé ainda explorado embora ele não jogue há mais de vinte anos. Para isso, não se constrangem de praticar assassinato de reputação contra o maior craque da história mundial do futebol.


Descubra o que a mídia esconde de você:

Assiste este quadro do Programa Fantástico inédito. Jamais foi ao ar! A Rede Bobo decidiu não o veicular. Fácil entender o por que... Mostra como funciona a manipulação através da televisão.

Entre cenas hilárias de Paulo Maluf dando "dicas" aos políticos de como fingir, aparece até a Mulata Globeleza e Carla Perez fluentemente "ensinando" ciências, elas apenas leram no Teleprompter.

Veja como é fácil manipular a opinião pública:


Este vídeo integra um conjunto demonstrando a manipulação. Querendo ver mais, inicie por http://vimeo.com/pad/difamando
Rede Globo manipulando: http://vimeo.com/10911267 e http://vimeo.com/38954378 com  produção exatamente oposta à http://vimeo.com/10913665 todos na mesma época.
Como invertem valores e induzem crenças? http://vimeo.com/10810123 

Quando decidiram queimar esse vídeo, uma boa alma fez uma cópia e, ao saber da nossa luta contra a desinformação, fizeram chegar até nós. A  Rede de Conscientização existe para auxiliar o despertar dos Adultos Índigo e Cristal ╰☆╮construindo 1 MMM ╰☆╮um Mundo Muito Melhor ╰☆╮  Conheça o trabalho dos conscientizadores:  http://bit.ly/Prof_PADilla


A história secreta da Rede Globo revela os bastidores do jogo de interesses: http://vimeo.com/116805749
A história secreta da Rede Globo from Prof. PADilla UFRGS Sports Law on Vimeo.



  

  O non sense amplia-se na Argentina a quase totalidade dos torcedores de futebol nunca ouviu falar em Friedenreisch e acredita Pelé ter sido superado por Maradona.
Seria cômico não fosse trágico: o boleiro portenho fez apenas 311 gols. Não chega nem a um quarto da marca do Rei Pelé sendo um quinto do hour concur Friedenreich.
Desses gols, quantos ocorreram após Maradona cheirar cocaína ou ingerir outro tipo de droga quando o controle antidopping não era rigoroso?
Dois dos mais notórios tentos ocorreram na Copa de 1986, um deles foi feito com ajuda da mão em manifesta violação à regra do jogo.

A pergunta que não quer calar:
Por que o árbitro não marcou a mão de Maradona? 
Corrupção? Desídia?
Ou pode realmente não ter percebido o comportamento proibido?
Antes de opinar, conheça os filtros da percepção e o quanto podem - influenciados pelas crenças - impedirem as informações sensoriais de chegarem ao consciente.
  
 Das deleção, distorção e alucinação. 
   Demonstraremos, a seguir, como freqüentemente somos iludidos por falsa percepção dos fatos. Seguem alguns exemplos editados a partir de nossa publicação em 2001 http://padilla.adv.br/evoluir/dualidade/   

  1. Observe a figura de uma distância de 1 metro da tela.
      Fixe o seu olhar no ponto central.

      Mantenha o foco no ponto central e desloque a sua cabeça para frente até a metade do caminho.
   Os círculos “movem”?
  Repita a operação racionalmente sabendo ser uma ilusão a impressão de movimento.  Contudo, contrariando o conhecimento sobre a imagem ser fixa, persiste a sensação dos círculos movimentando-se em sentidos opostos. 
  Esse é um exemplo de alucinação criada pelo movimento da posição perceptual.


2. Na figura a seguir há dois conjuntos e percebemos a bola central do grupo à esquerda como sendo maior do que a do meio do grupo da direita.

       Contudo, ao medir, ficamos surpresos porque ambas são exatamente do mesmo tamanho...  A bola da esquerda parece maior porque está cercada de círculos menores.  A bola da direita parece menor porque cercada de círculos maiores. É um exemplo de distorção de dimensão criada pela comparação usando modelos distintos..

3. Neste outra figura aparece uma espiral, não é mesmo?

Contudo, Veja bem: a figura é formada por círculos independentes.
  Seguindo quaisquer das linhas dos círculos, dar-se-á uma volta retornando ao local de partida... 
 É um exemplo de distorção de posição criada pela superposição de figuras geométricas repetitivas.


4. Abaixo,  a figura parece  formada por diversas “linhas” tortas
Qual das linhas é reta?
                        
 Examinando-as uma a uma, verificamos serem rigorosamente paralelas! É um exemplo de distorção de traçado criada pela superposição de contrastes.


5. Abaixo...

Há pontos pretos. Consegues contar os pontos pretos? Os pontos pretos tornam-se cinza e branco brilhantes quando os focamos. alternam de cor quando os focamos. 
 É um exemplo de alucinação criada pela alteração do foco.



    Nossa vida pode ser menos irreal reduzindo as chances de sermos iludidos. Com pressa, não evitamos equívocos, muitos causados por impressões equivocadas, muitas delas induzidas. Contudo, a acultura da superficialidade quer impedir-nos de aperfeiçoar os nossos pontos de vista iniciais.   


6. Desenho abaixo, criado por Phillippe G. Schyns e Aude Oliva da Universidade de Glasgow, comprova a ilusão... 
Observadas de uma distância normal:

"Sr. Raiva" está à esquerda e a "Sra. Calma" está à direita, certo?
Levante-se...  Mova-se para trás 2 metros.
Sim, vá para trás 2 metros enquanto olhas:
Vale a pena!
Ao chegar a 2 metros de distância, invertem, trocam de lugar?!?!? Pode? Pura ilusão de ótica !
Exemplo de alucinação criada pela alteração focal.


7. Por favor, leia em voz alta
o texto dentro do triângulo abaixo.


Quem lê minimamente a língua inglesa, 
falou "A BIRD IN THE BUSH"...

Contudo, a palavra "THE" aparece no texto duas vezes. 
Por que passa desapercebida?
 Por ser um elemento secundário. 
É o mecanismo (filtro) de deleção
levando-nos a ignorar o irrelevante.



8. Que palavras lês abaixo? 
  
Grande parte das pessoas lê a palavra "GOOD" 
(bem, bom) em preto.
Contudo, há outra palavra em branco, 
no espaço dentro de cada letra preta.
"EVIL" (mal) - aliás, expressa o Tao
presença do mal dentro do bem e vice-versa.


Contudo, por quê considerável parcela das pessoas 
lê apenas uma das expressões?
O mecanismo (filtro) de deleção predispõe 
ignorarmos o que acreditamos não ser relevante. No caso da figura acima, trata-se de um texto, portanto, um tipo de comunicação onde há uma informação digital contida na impressão sobre o fundo, no caso, do preto sobre o branco. A informação vazada é ignorada.



9. O quê consegues ler abaixo?




Certamente percebestes a palavra "illusion"; e o que mais?
Entre as letras coloridas, vazado, também se pode ler a palavra "optical".
Essa "OPTICAL ILLUSION" (ilusão de ótica) repete o mesmo filtro da figura anterior. 
O pleonasmo é legítimo porque introduz a probabilidade de,
depois da primeira ocorrência, reformularmos o filtro da deleção, isto é, 
aumentando a probabilidade de percebermos o conteúdo dual.


10. Diga, rapidamente, o que você vê abaixo?

Como se trata da terceira ocorrência, seguida, da deleção do fundo,
é elevada a probabilidade de você ter instalado um  novo modelo.
Você começou a acordar e reduzir a velocidade do piloto automático o qual "filtra" e é responsável pela deleção!

Acima, a palavra "teach" (ensinar) 
reflete o termo "learn" (aprender).
Ao apresentar esta figura separada, isto é, 
sem uma sequencia de deleções,
grande parcela dos perguntados responde apenas o Teach. 

Contudo, para um grupo onde se apresenta esta figura 
após as duas anteriores,
o grau de percepção do Learn 
cresce exponencialmente.


Não acredite: teste!
As verdades universais, muitas vezes, apresentam múltiplas facetas.
Examinadas rápida e superficialmente, perdem conteúdo;
 como ocorreu com a palavra "teach" (ensinar) 
dissociada da palavra "learn" (aprender).




11. Agora, o  que vês abaixo?   


 
Num teste separado, a maioria lerá a palavra "ME

(eu, mim) em marrom.
Contudo, numa sequencia de testes precedida de três situações de deleção similar, ficamos vacinados contra a deleção percebendo, o "YOU" (VOCÊ) em "ME" (MIM).


  
12. Teste do Cérebro:
                                      

  Teste ocular para doença de Alzheimer 
(este teste é mais eficaz para quem lê minimamente em inglês) 

Conte rapidamente cada letra "F" no texto abaixo: 

 
 FINISHED FILES ARE THE 
RESULT OF YEARS OF SCIENTIFIC STUDY 
COMBINED WITH
 THE EXPERIENCE OF YEARS...

Quantos "eFes"?

Quem lê a língua inglesa provavelmente vai dizer 3, não é?
...
Errado!!!
São 6!
Motivo :

O cérebro deleta a preposição "OF"
               
              
 
Contar 3 é normal, 4 é raro e 5 é muito raro!
Quem contou 6 "de primeira", ou não lê em inglês, ou é um gênio...



Agora, prepare o cérebro para as últimas questões!
   
    
 


14. Teste a calibragem de percepção...

Você dispõe de apenas 3 segundos...

Em 3 segundos, consegues responder se... 

Há mais ou menos de 

200 ovelhas na foto?



Resposta abaixo, em conjunto com as duas imagens seguintes.




15. Na foto abaixo, quantas pessoas olham
na direção do fotógrafo?




16. Perdoe-nos por usar a foto seguinte como parte do teste.
Ao fazer uma selfie, pelo espelho, 
a dupla registra outra mulher atrás. 

Pergunta-se: devido às partes do corpo desnudas, 
publicá-la assim poderia ser falta de respeito?
Pode configurar um atentado ao pudor ?



Soluções das questões 14 a 16

Ao ler a pergunta 14 sobre a quantidade de ovelhas tendemos a nos focar na estimativa do número questionado e os detalhes dos seres representados deixa de ser irrelevante. Desta forma, os deletamos. Afinal, são ovelhas, ou não são? Olhe bem... Deletar o que se acredita dispensável pode, como no ditado britânico, fazer-nos jogar o bebê fora junto com a água do banho...

Na questão 15, novamente indaga-se a quantidade de pessoas? No caso, quantos olhavam para o fotógrafo. Notastes a estrutura ser a mesma? Há uma pergunta levando você a se fixar num aspecto e...
Desta feita, não há pegadinha na pergunta. Contudo, preocupado em contar, pode ter sido deletado detalhe essencial impedindo de ver o 4º rapaz, um afrodescentente vestido de preto. Apesar dele estar bem no meio da foto, a maioria das pessoas perguntadas sobre a quantidade não o enxerga. Contudo, no grupo de controle, invertendo-se o processo, isto é, mostrando-se a foto para, só depois, formular a pergunta, inverte-se o padrão e a maioria responde corretamente serem 4 pessoas. 

Como uma simples pergunta sobre a quantidade consegue desencadear o processo de deleção? Antes de responder, observe novamente a foto 16. Você acha que ele contém nudez? O que a maioria das pessoas acredita ser o traseiro nu da mulher de costas ao fundo é apenas o ombro direito da garota com a câmera...




17. Teste de Inteligência:
Você é inteligente? Lês inglês?

O desafio é ler em 
voz alta o 
texto abaixo.

Pesquisa da Universidade de Cambridge demonstrou: só as pessoas inteligentes conseguem fazê-lo. Mãos, digo, olhos, à obra:


Olny srmat poelpe can raed tihs.

cdnuolt blveiee taht I cluod aulaclty uesdnatnrd waht I was rdanieg. The
phaonmneal pweor of the hmuan mnid, aoccdrnig to a rscheearch at CmabrigdeUinervtisy,

it deosn't mttaer in waht oredr the ltteers in a wrod are, the olny iprmoatnt tihng istaht the frist and lsat ltteer be in the rghit pclae. The rset can be a taotl mses and you can sitll raed it wouthit a porbelm.

Tihs is bcuseae the huamn mnid deos not raed ervey lteter by istlef, but the wrod as a wlohe. Amzanig huh? yaeh and I awlyas tghuhot slpeling was ipmorantt! if
you can raed tihs psas it on !!

Psas Ti ON !

Conseguistes? Bravo!
Você é um:



  Esses filtros humanos são usadas pelos psicopatas para manipular dissimuladamente. 

  Para evitar essas armadilhas, conheças os processos de pensamento e de comunicação:

Para uma visão geral da TGPt Teoria Geral do Processo Transdisciplinar clique aqui.

Para o Processo de Comunicação, instrumento do direito, clique aqui.

Para o Processo de Pensamento, base da comunicação, clique aqui

Para entender a manipulação coletiva nesses processos, clique aqui

Para conhecer as fases do processo jurisdicional no Brasil e porque há morosidade judicial e corrupção política, clique aqui
Sobre a acultura da superficialidade e a encenação jurisdicional decorrentes da manipulação, clique aqui

Outras imagens propiciando ampliar a percepção:
7 chaves do Código de da Vinci clique aqui 


Agora...
Vamos voltar a tratar da
idolatria no esporte? 

Veja o quanto Maradona ajeitou a bola com a mão:




O atacante argentino realmente ajeitou a bola com a mão.

O árbitro pode ter sido iludido pelos 
filtros de processamento?

No vídeo, a seguir, nota-se a posição onde se encontrava o árbitro em relação ao lance... Bem desfavorável.
E o auxiliar (bandeirinha) validou o gol... 
Foi o momento mais polêmico da Copa Fifa 1982.


 Na época, as regras da Fifa eram diferentes, nada podia ser feito. Nos últimos anos, a regra da Fifa mudou. Quando o árbitro declara não ter visto um lance abre-se a possibilidade do julgamento do Tribunal Desportivo mudar um resultado. No caso, poderia um gol feito com ajuda da mão ser anulado e mudar o resultado de um jogo como aquele onde a Argentina venceu a Inglaterra nas quartas de final por 2 a 1.


  
  Como Maradona se tornou tão famoso a ponto de ser considerado melhor do que o Rei? Seus hábitos eram nada exemplares: noitadas, bebedeiras, drogas, orgias...

O portenho granjeou fama muito maior do que a sua realização esportiva. Isso sugere interesse em fazer apologia ao tipo de comportamento que ele possuia? Compare com George Best.
Como jogador, nem se poderia comparar Dieguito ao talentoso George Best. Embora desconhecido do público mundial, os especialistas em futebol consideram Best o mais talentoso jogador britânico de todos tempos. Desportistas consagrados, como Pelé, qualificam Best como "incomparável" e o "melhor atacante de todos os tempos" Embora jogando na politicamente incorreta Irlanda do Norte, a sua popularidade no Reino Unido foi ao ponto de, na época do maior sucesso do quarteto musical inglês, George Best ser chamado de o "Quinto Beatle".  Contudo, os seus hábitos similares aos de Dieguito Maradona, noitadas, bebedeiras, etc., em uma época onde isso era moralmente repudiado, motivaram a discriminação. George, ídolo na Inglaterra, não se tornou conhecido do público mundial.
  Note a diferença de tratamento pela mídia: nas décadas separando George Best e Diego Maradona, a acultura da superficialidade semeou falsas crenças promovendo a inversão de valores e promovendo a idiotização e a drogalização dos jovens. Desde quando 1968 mostrou a capacidade de mobilização da juventude, os Controladores apressaram-se a promover a banalização do sexo e a disseminação de drogas como forma de reduzir o ímpeto da juventude canalizando sua energia. Assim, na época de Diego, a lendas sobre drogas e vidas desregrada serviam ao propósito dos controladores.
Através do mecanismo de manipulação conhecido como as Janelas de Overton conseguiram fazer a sociedade achar "normal" idolatrar os maus exemplos de drogados e desajustados enquanto os profissionais das atividades mais essenciais são aviltados
Confira http://www.padilla.adv.br/processo/pensamento/superficial/

Para entender as Janelas de Overton inicie por:


  O ostracismo internacional de Jorge Best - um dos maiores jogadores de todos ops tempos - contrasta com exagerada popularidade mundial de outro inglês, cujo talento esportivo era muio inferior: Sir Bob Chalton chegou a ser condecorado cavaleiro do Reino Unido (knighted by the Queen). Best foi execrado e Charton virou ídolo porque a mídia quis:

 Josep "Pepe" Bicas, também é desconhecido do grande público. Contudo, é considerado pelos especialistas um dos melhores atacantes de todos os tempos. Em 1934, com vinte anos, destacou-se na Áustria. Contudo, foi para o Slavia Prague em 1938 onde caiu no ostracismo: aos comunistas tchecos antipatizava o individualismo e eles sufocaram o grande talento individual de Pepe. 

 Talentos individuais versus Equipe?
 Em 1982, a equipe da Itália pilotada por Paolo Rossi eliminou nas oitavas de final o controvertido "futebol entretenimento" do treinador Telê Santana, que contava com uma constelação de craques como Falcão, Sócrates, Eder, Júnior e Zico então considerado sucessor de Pelé. A derrota pesa nos ombros daquela geração da equipe considerada a que reuniu a maior quantidade de talentos individuais.
Anos depois, o Brasil não possuía tantas estrelas, mas conquistou duas Copas porque formou espírito de equipe taticamente organizada pelos técnicos. Em 1994, com Zagalo integrante da seleção bi-campeã 58/62 e técnico do Tri-1970, Parreira conquistou o Tetra, com o Capitão Dunga, Romário e Bebeto.

 Em 2002, o técnico Felipão trouxe o Penta. Havia os dois Ronaldos e Rivaldo, contudo, em ambas vitórias os talentos individuais não se comparavam com de outras seleções que não venceram. Isso ilustra a importância do entrosamento como equipe.

 Alfredo Di Stefano divide com o francês Michel Platini o título da crítica de jogadores "mais completos. Iniciou pelo River Plate, passou pelo Milionários da Colômbia, e se destacou no Real Madrid em ascensão para se tornar o melhor time do mundo. Foram 6 Copas dos Campeões da Europa da UEFA, equipe repleta de craques como o também argentino Jorge Valdano, o Mexicano Hugo Sanchez, F.Puskas e Francisco Gento, comprovando a importância da equipe. Consultoria Deloitte & Touche "in"  Revista VEJA, editora Abril, ano 32 n.22, 2 de junho 1999. p.122, ainda apontava o MANCHESTER UNITED (Grã-Bretanha) com 140 milhões de dólares, como a equipe de maior faturamento no mundo, mas vinha perdendo terreno no chamado Clube dos Ricos para as equipes espanholas e italianas: BARCELONA (US$ 94 milhões) e REAL MADRID (89)  e JUVENTUS (85). No ano seguinte, Revista World Soccer indicava que o Real Madrid havia superado o Manchester, terminando o ano de 2002 como o clube mais rico do mundo, com rendimento da ordem de US$ 300 milhões. A seguir, por conta da crise decorrente da transformação dos clubes em sociedades comerciais, o do futebol Espanhol perdeu espaço e o clube bretão reassumiu a liderança.

 Franz BeckenBauer chegou a participar em uma mesma Copa como atleta e técnico; contudo, contava com o auxílio de craques como Lotthar Mathaus e Jurgen Klinsmann ao ponto de transformar o até então inexpressivo Bayern Munich em potência mundial. Como reconhecimento, em 2001, foi eleito presidente do clube.

Johan Cruiff em 1974, com a equipe holandesa "Laranja Mecânica" introduziu o conceito do "futebol total" - atacar e defender em bloco. O futebol equipe assegurou muitos títulos ao Ajax: Mundial Interclubes, 7 Copas Holandesas e 3 Copas dos Campeões UEFA seguidas.
Por falar em Equipe... A do Brasil de 1970 é considerada uma das mais eficientes de todos os tempos. Também pudera: Felix, Carlos Alberto Silva, Brito, Rildo, Everaldo, Clodoaldo, Jairzinho, Tostão, Pelé, Gérson dos incríveis passes de 60 metros, e Roberto Rivelino, autor do gol mais rápido da história, aos 3 segundos, e o recorde de 91 partidas pela seleção brasileira.

 Idolatria e a discriminação racial:

 O Uruguaio José Leandro Andrade possui um recorde dificilmente igualável. Conquistou 3 medalhas de ouro, nos Jogos Olímpicos de 1924 e 1928, e na Copa de 1930. Contudo, como o primeiro negro em destaque em um desporto dominado pelos brancos, praticamente não é lembrado.
Leonidas "diamante negro" da Silva, quando a bola chegava do alto, de costas para o gol aproveitava a sua flexibilidade para aplicar uma das jogadas mais bonitas do futebol, a bicicleta. Não foi ele o inventor, contudo, a popularizou, tornando-se lendário. Em 1938, na Copa do Mundo da França, foi o artilheiro e considerado melhor jogador. Suas jogadas eram tão encantadoras que a mídia "esquecia" o fato de ser negro. Mais sobre esse grande craque e a discriminação racial: http://www.padilla.adv.br/desportivo/futebol/leonidas

 Didi foi autor do 1º gol, no Maracanã, em 1950. Contudo, foi preterido na Seleção que perdeu a Copa daquele ano por ser negro. Sua genialidade foi confirmada nas Copas de 58 e 62, quando originou grandes jogadas, finalizadas por Pelé, Garrincha, etc. Mané Garrincha foi um dos jogadores mais habilidosos da história, contudo, teve uma carreira efêmera. Discriminado pela cor da pele e boemia, foi sacrificado com práticas criminosas, como a de infiltrar fármacos nas articulações e o colocar em jogo lesionado. Sobre a acultura da superficialidade que inverteu valores tratando por "normal" idolatrar os maus exemplos: http://www.padilla.adv.br/processo/pensamento/superficial/

 Alcides Ghiggia notabilizou-se no passe do gol de empate e, também, por marcar o tento da vitória, de virada; Contudo, foi Roque Maspoli o maior responsável pela vitória do Uruguai, por 2x1. Suas defesas impediram outro gol do Brasil que, por pontos, com o empate teria vencido a Copa de 1950. Contudo, sendo negro, num esporte então dominado pelos brancos, o heroico goleiro cisplatino foi esquecido.

 Just Fontaine foi recordista de gols em Copas por décadas, quando, em 1958, fez 13. Não evitou a derrota da pela França, para o Brasil, na semifinal; Negro, caiu no esquecimento mesmo antes de sua marca ser suplantada por Ronaldo Nazário.

 Antonio Carbajal é recordista em participações, cinco, em Copas Mundiais, de 1950 a 1966. Em 1962, como Capitão conduziu o México a sua 1º vitória em Copas, contra a Tchecoslováquia. Como os demais negros, caiu no esquecimento.
 Agora, compare esses esquecidos, acima, com o famoso Roger Milla. Estreou na Copa de 1982 na qual  a equipe de Camarões terminou invicta. Em 1994, nos EUA, jogou contra o Brasil nas semifinais e, na disputa de 3º lugar com a Rússia, marcou um gol aos 42 anos, um recordista em idade! O motivo de sua fama, por feitos menos notáveis do que os dos craques acima, foi apenas que nasceu na época "certa", quando se tornou politicamente correto prestigiar a raça negra e os povos africanos. O preconceito reverso, uma espécie de penitência por séculos de opressão, tornou esse jogador muito mais conhecido do que ensejaria o seu talento, caso fosse caucasiano...



 Mídia, fama e os interesses financeiros:
 Alan Shearer é lembrado pela cifra de 24 milhões de dólares que o New Castle pagou ao Blackburn por seu passe. Muito?    

 Zinedine Zidane valia mais do que seu peso em ouro, em 2001 quando o Real Madrid pagou setenta milhões de dólares ao Juventus por seu passe. A necessidade de pagar "passe", valor fixado pelo clube de origem do jogador, deixou de existir. Parecia que a história das somas fantásticas terminaria ali. O passe acabou, e os contratos, por tempo, de até cinco anos, prevêem indenizações por rompimento antecipado. Quem pensou que as quantias fabulosas haviam acabado, enganou-se. Em março de 2005, o bilionário russo Roman Abramovich, do time inglês Chelsea, ofertou 100 milhões de dólares para o Barcelona liberar Ronaldinho Gaúcho. Os espanhóis recusaram a oferta porque o ex-atacante do Grêmio permitiria auferir muito mais do que os cem milhões de euros. Ademais do aumento na procura por ingressos,  o jogador é apontado como principal fator na negociação em valores 55% superiores no contrato com a TV; também é chave na expansão para os mercados asiáticos. A arrecadação do clube catalão cresceu 37%. O que Ronaldinho aprontou no futebol europeu, ilustrado em 6,5 minutos: http://www.youtube.com/watch?v=hEGMOOqxEAg

 Assim, alguns ficaram famosos, como o craque gaúcho. Outros, muito mais talentosos, continuam pouco conhecidos. Contudo, nenhum deles, e nem as suas seleções, foram responsáveis pela aplicação da maior goleada da história de Copas do Mundo.          Em 11/04/2001, a seleção Australiana aplicou 22x0 na seleção de Tonga. Muito?            Dois dias depois, venceu seleção da Samoa Americana por 31x0, a maior goleada na história de Copas do Mundo. Pense a respeito; um gol a cada +/-2 minutos de jogo, a certa altura chega a ser aborrecido.
 Demonstrando a defasagem no desenvolvimento do futebol naquele continente, na semana seguinte, a equipe da Austrália aplicadora dos 31x0 no seu adversário continental foi eliminada da Copa Mundial Fifa pela seleção do Uruguai, a vencedora da "repescagem" do continente Sul Americano.

 Corrupção: 
 Comprovada a defasagem do futebol da Oceania no início do milênio, não fazia sentido a atitude da FIFA. Decidiu acabar com a repescagem no Sul Americano e, a partir da Copa de 2006, haver uma vaga para a Oceania. Seria uma vaga permanente para a Austrália, a qual não possuía adversário no seu continente. 
 Perguntar-se-ia, por que pertinente: por que um país tão pouco expressivo no esporte foi beneficiado com um privilégio de uma vaga permanente-garantida em todas as Copas do Mundo?
  Quem começou a imaginar o valor pago, pelos australianos, aos conselheiros da Fifa para aprovarem essa vaga, provavelmente está no caminho certo? Contudo, seguindo a tradição de algumas máfias, os dirigentes da Fifa venderam e não a entregaram: antes da Copa de 2006, voltaram atrás naquela determinação...
   Leitura recomenda: "Invasão de Campo, Adidas Puma e os bastidores do esporte moderno", SMIT, Barbara. (2007) Ed. Jorge Zahar ISBN 9788571109513.

  Por que o futebol cresceu rapidamente?
   Houve rápido desenvolvimento do futebol: em 26 de outubro de 1863 em Londres, 11 equipes fundaram a Associação de Futebol The Free Maison Arms para organizar um calendário de confrontos. As regras? Até iniciar cada partida, os clubes as combinariam. A prática de dois tempos era hábito porque no primeiro tempo jogavam com os pés similar a hoje e, no segundo tempo, com as mãos.
  A primeira partida intermunicipal foi cancelada quando o time visitante chegou com um jogador a menos, perdeu o trem, e foi desfalcado do craque. Ao chegar na cidade da partida, o melhor atleta do time visitante recebeu uma oferta de melhores condições de trabalho e mudou de time. Surgiu a “regra 3”, prevendo reservas para as eventualidades.
   Exatos 42 dias depois, as partidas eram semanais, só sábados, portanto, haviam sido realizadas apenas 6 rodadas quando, em 8 de dezembro de 1863, criaram regras proibindo de segurar a bola com as mãos e “bater” nos adversários, distinguindo do Rugby onde a bola pode ser tangencia com as mãos e há intenso contato entre os jogadores na disputa. Sendo o futebol da Associação, nasceu a expressão “football association”. Quando os cartolas dos demais esportes  aproveitam a crise pós 1929 para criar zenofobia contra o futebol que contava 200 equipes na série A, nasceu a corruptela soccer como os norteamericanos referiram-se ao futebol entre os anos 30 e 70 do Século XX.
  Em 1871, graças ao desenvolvimento da ferrovias capazes de transportar jogadores por distâncias relativamente longas, clubes amadores do sul da Inglaterra reúnem-se e fundam a Liga.
   Em 1872, a primeira partida internacional cria a
tradição ainda usual em vários esportes do Reino Unido poder participar dos eventos internacionais com até 4 equipes representantes de seus Estados Membros (Inglaterra, Escócia, País e Gales e Irlanda do Norte). Seria como a Espanha participar da Copa com seleções representando suas regiões autônomas, ou o Brasil com seleções de diversos Estados. Também revolucionou a prática do futebol: a Escócia aplicava jogadas de passes vencendo a Inglaterra limitada ao jogo driblado. A foto, ilustra o motivo dos escoceses desenvolverem o jogo de passes:


 

  Em 30 de novembro de 1882, em Quens Park, Escócia, nasceu o 1º Campeonato de Futebol, assistido por 4 mil pessoas.
  Em 1885, apenas 22 anos depois de iniciar a organização, inicia o profissionalismo no futebol.
  Em 1888 em Calcutá, Índia, surge o 2º Campeonato de futebol no mundo.
  A velocidade de expansão é explicada pela elevada imponderabilidade da então nova forma de jogar e a facilidade de compreender as suas regras com o preconceito reverso. Vejamos o que é isso:

 O preconceito reverso, inverso ou invertido:
 Quando alguma atividade humana é oprimida por discriminação cultural ou proibição legal, surge o uma força potencial contrária na sociedade. Essa força cresce como um preconceito reverso e poderá proporcionar a alteração.
 O simples fato de ser proibido exerce fascínio sobre os seres humanos. Em qualquer um, é capaz de despertar a curiosidade e canalizar uma espécie de sede latente por novidades. Nos mais rebeldes, concretiza as suas aspirações.
 Entre os seres humanos,  2º simpatia às causas dos oprimidos.
 A força potencial contra a repressão agiganta-se até vencer a repressão, e quando ocorre, os pratos da balança desequilibram-se para o outro lado: A força necessária para superar a inércia (tendência de permanecer como está) não permite encontrar imediatamente o ponto de equilíbrio porque conduz a situação ao lado oposto. Podemos denominar esse momento de "preconceito reverso" à anterior repressão. É uma zona de abuso porque os interessados na prática, antes reprimida, até então vítimas da opressão, invocam a condição contra qualquer movimento contrário e, não raro, usam de subterfúgios para manipular a opinião pública em seu favor. Esse fenômeno aparece em exemplos da história recente, como em alguns aspectos da revolução sexual:

 Concubinato. Marginalizado até a década de setenta passou à consagração na Constituição de 1988 seguida, em 1994, por legislação não ponderada, gerando insegurança: Solteiro, separado ou divorciado corria risco de se tornar réu em ação de partilha de bens e alimentos após o fim de um breve namoro porque a imprecisão legislativa ensejava interpretações estelionatárias de que qualquer relação seria união estável – expressão, aliás, imprecisa e infeliz porque união alguma é estável, nem usando cola epóxi. Estáveis são as fusões. Isso acelerou a revolução dos padrões de comportamento. Para prevenir incômodos, muitos  passaram a evitar relacionamentos monogâmicos, estimulando multiplicidade de parceiros e um novo hábito: "ficar", os "quase namoros" e relações de carinhos efêmeras entre amigos ou desconhecidos. Isso acelerou a queda do falso moralismo. A sexualidade, reprimida durante séculos, descambou em libertinagem. Mais recentemente, ocorreu o contra-fluxo, o movimento pendular em direção contrária: Adolescentes preservando-se e mantendo a virgindade até mais tarde. Nesse "caldeirão social" em busca do equilíbrio moral surge outro conceito, impreciso e também fonte de insegurança e discussões: assédio sexual.
  Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, e da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, liderados pelos professores Mark Hanson e Peter Gluckman, descobriram que a primeira menstruação entre as garotas do Paleolítico chegava entre os 7 e os 13 anos. Durante séculos, as doenças e a má alimentação retardaram a puberdade feminina. As condições modernas de higiene e nutrição, além da evolução de medicamentos, permitiram que a menstruação das meninas do século 21 voltasse ao seu ciclo original. Só que, diferentemente das mulheres paleolíticas, as meninas de hoje se tornam férteis antes de estarem com a "cabeça" pronta para se comportar como mulheres adultas. A sociedade se tornou mais complexa, e a maturidade sexual e psicossocial apresentam ritmos diferentes. "O nosso sistema social funcionava sob a premissa de que os dois tipos de maturidade coincidam. Mas isso não é verdade e nunca mais será, porque não podemos mudar a realidade biológica. Temos que elaborar um novo tipo de estrutura – educação escolar, por exemplo – para lidar com essa realidade". Pela primeira vez em 200 mil anos, a espécie humana tornou-se sexualmente madura antes de estar psicologicamente preparada para agir como adulto na sociedade. Tudo isto reforça a onda da "contra" revolução-sexual do início do século XXI. Lamentavelmente, tem sido usado, maldosamente, pela acultura da superficialidade.

 A "opressão social oscilante" e seus efeitos são observados em outros aspectos da sexualidade como o homossexualismo. Venerado pela civilização Grego-Romana até o século VI quando o Cristianismo dominou o Império Romano e impôs uma nova "moral" criticada como falsa sob acusação de esconder reais objetivos. O homossexualismo passou a ser reprimido e discriminado, durante 16 séculos. Ilustra o grau de  repressão o genocídio dos Incas. Apesar de reprimirem o homossexualismo, foram dizimados porque ferrenhos cristãos espanhóis acreditavam estar diante de tribos Maias, habitantes do antigo México, os quais praticavam o homossexualismo.      Após 16 séculos de repressão, as três últimas décadas do século XX viram o homossexualismo ocupar espaços culturais, sociais e políticos,  exageradamente ao ponto de, em determinadas atividades ou meios,  o heterossexual ser discriminado. No início do século XXI, começa a desaparecer o "abuso reverso", e a preferência sexual passa a ser vista como um componente da privacidade, e como tal respeitado.

 Outro aspecto revelador do "movimento pendular da opressão ao abuso" foram as relações de Consumo. No Brasil, até o final dos anos oitenta, eram fabricados e vendidos produtos defeituosos, não raro perigosos. Montadoras aproveitavam maquinário e  caríssimas matrizes de aço descartados nos países mais avançados quando surgiam novas tecnologias para, no Brasil, produzir e vender produtos notoriamente ultrapassados. Raros consumidores arriscavam ajuizar ações, caríssimas e demoradas. A maioria ou quase totalidade dos que tentavam perdiam a demanda e ainda suportavam elevados custos de advogado, perícia, etc. No início da década de 90 iniciaria a revolução do Código do Consumidor, um dos legados da era "Collor". Leia mais em www.padilla.adv.br/ética/idolatria/ A nova legislação consumerista criou a "possibilidade" do Juiz inverter o ônus da prova pela simples presunção do consumidor ser hipossuficiente comparado ao fornecedor, ou pela verossimilhança. Encantados pelos céleres, gratuitos e informais procedimentos da Lei 9.099/95, muitos consumidores exageraram nos reclames formulando pedidos de indenização sem nada precisar provar. Na esteira de simpatia com "o pobre consumidor que não tem como defender seus direitos" houve condenações vultosas, algumas sem necessidade de prova.

 Os sociopatolobistas das grandes empresas não demoraram em se aproveitar disso para desencadear um preconceito reverso que, em poucos anos, transformou o direito do consumidor em uma encenação jurisdicional, um jogo de cartas marcadas em favor do fornecedor: http://www.espacovital.com.br/noticia-25300-encenacao-jurisdicional-artigo-luiz-roberto-nues-padilla

 Outra "onda" ilustrativa do "movimento pendular" é a do dano moral pedido em geral sob amparo da Assistência Judiciária. Havia resistência, no Brasil, ao deferimento do dano moral. Salvo hipótese de morte, era negado. Essa situação alterou-se com a nova sistemática da Constituição de 5/10/1988, art 5º V e X, ensejando uma onda de condenações, algumas em valores exagerados. No segundo momento, a força contrária começou a prevalecer e, após uma década, começaram as indenizações pífias. No JEC, Juizado Especial Civil, o argumento usado para apequenar o valor dos danos foi a alçada do JEC, de 40 SM (quarenta salários mínimos), no art. 3º, I, da Lei 9099/95. "O valor máximo de 40 SM deveria ser destinado apenas ao maior dos danos, a morte." Passaram a "tarifar" outros danos com valores aviltantes. Sofisma: O JEC pode decidir questões de valor além de quarenta salários mínimos. Aliás, pode decidir qualquer valor, nas hipóteses do art. 275, II, do CPC, "causas, qualquer que seja o valor" em acidentes de trânsito terrestre e respectivos seguros (art. 275, II,  d) e e), do CPC c/c art. 3º, II, da lei 9009/95) ou de honorários profissionais liberais, inclusive advogados, alínea f) do mesmo artigo. Assim, o JEC poderia decidir questões milionárias e, em caso de indenização por morte decorrente de acidente de trânsito, como a competência do JEC acontece pelo inc. II, do art. 3º, da Lei 9099/95 isso permitiria arbitrar indenização acima da limitação do inciso primeiro do mesmo artigo. Logo, não se justifica tarifar com valores ínfimos outros danos. Trata-se de um preconceito reverso, criando um pretexto para ir de encontro à "onda" de indenizações por dano moral.

 O STJ procura impor limitações aos valores excessivos corrigindo os aviltantes, inclusive mitigando a rigidez na admissibilidade do Recurso Especial. Contudo, o STJ não tem ingerência sobre os julgados do JEC, sujeitos apenas ao Recurso Extraordinário, ao STF, e apenas em casos de violação direta da Constituição Federal. Leia mais em www.padilla.adv.br/teses/moral 
Com relação à  AJG, Assistência Judiciária Gratuita também houve modificações. Até 1950 os pobres, que não podiam pagar custas, não tinham acesso à Justiça, e esse foi um dos principais motivos para a criação da Justiça do Trabalho apartada, com regras próprias para custas. Leia mais no livro TGP em www.padilla.adv.br/processo/tgp/

 Com a Lei 1060/50, foi possibilitado o acesso à Justiça para quem não podia pagar as custas, mas com forte burocracia que causava espécie. Em 1985, com a desburocratização, simplificou-se o pedido, mas descambou num abuso. Mas as custas judiciais mais caras motivaram, cada vez maior parte dos autores a requerer Assistência Judiciária. Quase todos autores postulavam a isenção, criando um grave problema nas escrivanias privatizadas porque o trabalho aumentou e, com ele, os custos, mas a receita reduziu, porque quase ninguém pagava as custas, provocando penúria e prejuízo ao serviço. Com a Constituição Federal de 1988, sob pretexto de que teria introduzido uma modificação, iniciou-se um movimento contrário. Contrário à concessão. Em Porto Alegre, por exemplo, os juízes das varas cíveis reuniram-se informalmente para tentar uniformizar critérios, como o teto de dez salários mínimos de renda. Leia mais em http://padilla-luiz.blogspot.com.br/2012/12/assistencia-judiciaria-1992.html

 Postular com AJG é melhor do que jogar na loteria porque as chances de ganhar são muito maiores que as de um sorteio com dezenas de milhares de números. E jogar é de graça, porque não despende nem no valor do bilhete... A impunidade dos maus, gerou a audácia. Todos os dias, muitas ações aventureiras são ajuizadas: Litigância de má-fé no CPC reformado Revista de Processo, RT, São Paulo, ab-jun 1995, a.20, v.78, p.101-107: http://padilla-luiz.blogspot.com.br/2012/12/litigancia-de-ma-fe_19.html

 O problema em todos esses fenômenos está na falta de equilíbrio. Há forças antagônicas digladiando-se. A que quer mudar e a que não quer, até que a primeira fica mais forte, e vence.  Depois, como há abusos, é a outra pode crescer, e a suplanta.  E ficamos nesse balanço, para um lado, e para outro, com dificuldades de encontrar o equilíbrio... Precisamos de mecanismos de controle que equilibrem as forças no interesse da tranquilidade da sociedade. Esse papel deverá  ser exercido pelo Judiciário. Para isto, o juiz deverá colocar acima de tudo a necessidade de ser imparcial. O Juiz é um ser humano, integra um contexto social vivenciando fenômenos. Terá que se esforçar muito para ser totalmente imparcial. Do contrário, nem percebe que está "na onda", olvidando sábia lição do art.5º da Lei de Introdução ao Código Civil: "Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum."  Sem demagogia, hipocrisia, ou falso moralismo, a lei deve ser aplicada considerando os fins sociais que criaram a norma e as exigências do bem comum. Quer dizer, bom senso leva a reencontrar o equilíbrio. Aprofunde esse tema: http://www.padilla.adv.br/teses/normas



 O preconceito reverso impulsionou o futebol:
 Na Grã-Bretanha, um inverno rigoroso obrigava as pessoas a abrigarem-se em ambientes fechados. No primeiro dia de primavera tudo mudava e a alteração climática causava uma espécie de euforia. Nas ruas, iniciava a prática do jogo de bola coletivo, desordenado, degenerando em tragédias: as multidões agitadas deslocavam-se esmagando e pisoteando durante a disputa da bola. O caos urbano, a depredação e morte motivaram, em 1314, o Rei Eduardo II proibir o jogo de futebol, vedação ratificada pelos reis Henrique V e Henrique VIII.
 Proibição perdurou séculos dando origem ao preconceito reverso, um
ambiente carismático para renascer um futebol moderno em meio à necessidade social de descarga tensional acentuada pela violência da pressão da socialização desencadeadas pelo empilhamento da Revolução Industrial: http://www.padilla.adv.br/crenca

  A industrialização da Inglaterra provocou grandes concentrações de trabalhadores:  Ao contrário do campo, onde caminhavam, pulavam, corriam, caçavam, etc, nas cidades acumulava-se energia e tensão. A população concentrava-se próximo às fábricas onde as condições. As jornadas iniciavam ao raiar do dia e se estendiam até a última luminosidade aproveitável. A população crescia nessas condições de vida e de trabalho precárias e que  pioraram na medida em que o aumento da população pelo nascimento e crescimento de crianças nesse ambiente aumentava a oferta de mão de obra. As fábricas aproveitaram para explorar ao máximo o trabalhador. Era cada vez maior a tensão a qual os pais, fatigados, carregavam para as suas habitações. Essa tensão social resultou na violência dos filhos nas salas de aula. 
   O ambiente era tenso no Século XIX. As escolas sofriam com a evasão dos alunos e a agressividade dos remanescentes. Insatisfeitos com a vida que levavam suas famílias e sem nenhuma perspectiva de mudança, muitos jovens compareciam às aulas para brigar, depredar, atear fogo nas salas de aula. 
  Um dos educadores buscou, na prática do esporte, um meio de descarregar a energia dos estudantes. Os jogos com bola foram eficazes. Fáceis de praticar, utilizam as habilidade de correr e tangenciar um objeto com o objetivo (goal no idioma inglês) de fazê-lo atravessar determinado local no campo adversário. A dinâmica de jogo é facilmente compreensível. Há elevada emoção devido à imponderabilidade: quando se tangenciam objetos, ampliam as variáveis. Empolgante e divertido, descarrega a tensão.
  Os jogos coletivos com bola eram proibidos há séculos. Isso aumentava o prazer em jogar pois se estava praticando uma atividade proibida. Por isso, o "renascimento" do Futebol ficou apátrida, isto é, não se sabe ao certo quem teve a ideia: temendo represálias ao incentivar os alunos à prática proibida pelo Rei, o professor mentor da mudança não reivindicou a paternidade da prática rapidamente disseminada pelas Escolas da região.
 O fato de ser proibido facilitou empolgar os jovens saciando-lhes a rebeldia. Jogar era uma forma de se rebelar contra uma proibição do poder.


 Do renascimento do futebol:
 Quase ao fim do séc. XIX, depois de 5 séculos de repressão contra o futebol na Inglaterra, o meio social reuniu condições para vencer o preconceito, provocando o renascimento com simpatia turbinada por fatores como:
É barato.  Requer uma bola, um espaço de campo, dois jogos de trave, e dezenas de pessoas tem divertimento garantido.
Suas regras são fáceis, comparado a outros desportos, é mais fácil de praticar e entender.
 Sua prática é divertida e favorece o espetáculo.  Acontecem jogadas bonitas, com beleza plástica, cativando quem pratica e prendendo atenção do espectador. O gol ou quase gol é o momento de maior emoção. Constate essa emoção num pequeno vídeo com 0,8 Mb clicando aqui ó   
 
  A vibração, a descarga tensional, e conseqüente bem estar, fazem o torcedor apaixonar-se pelo esporte.
Futebol pode ser jogado com fair play, sem produzir lesões, o que atrai o apoio dos pacifistas. Mas eventualmente acontecem jogadas violentas, contrariando as regras e objeto de punição, e sua ocorrência facilita a simpatia de quem está com a agressividade à flor da pele.
 Pode ser praticado em qualquer idade.
 Esporte de equipe.  Muitos se tornaram ídolos porque contaram com uma equipe e, não raro, sequer eram os melhores. Apenas conquistaram simpatia da mídia e, através desta, do público. Mas outros, tão bons ou até melhores, são ilustres desconhecidos porque integravam equipes menos importantes, ignoradas pela mídia e foram discriminados.
 A equipe permite uma idolatria permanente, com as cores do time e com o local.  Desde 1993 a Lei Zico já atribuiu aos clubes a propriedade intelectual de seus símbolos (o hino, o uniforme, etc.), regra reiterada na Lei Pelé. A Equipe é fundamental. O torcedor identifica-se com a Equipe. Veja o que aconteceu com o Manchester United - clube discriminado e pouco conhecido até que, em 1958, oito de seus jogadores faleceram num acidente aéreo. O fato foi manchete, em toda Europa. Repetia-se, na mídia, pela dúvida razoável se a equipe persistiria existindo. A exposição angariou simpatia, desencadeando a ressignificação: O clube, em destaque na mídia, conquistou torcedores fora da própria cidade, crescendo em importância, até a mídia "esquecer" a discriminação; O clube não parou de crescer até se tornar o maior do mundo em faturamento, posição ocupada por muitos anos, até 2001.
O chamado Clube dos Ricos, Times com maior faturamento no mundo em milhões de dólares:
Manchester United (Reino Unido) 140;
Barcelona (Espanha) 94;
Real Madrid (Espanha) 89;
Juventus (Itália) 85;
Dados da Consultoria Deloitte & Touche (Revista VEJA, ed. Abril, a.32 n.22, 2/6/1999. p.122)
Posterior levantamento publicado pela Revista World Socce revelou que o Real Madrid terminou o ano de 2002 como o clube mais rico do mundo com rendimento de U$$ 300 milhões. Mas a legislação espanhola que provocou a transformação dos clubes em empresas gerou crescente crise no futebol daquele país e, embora Real Madrid e Barcelona não tenham alterado seus regimes jurídicos, persistindo como associações civis, foram atingidos indiretamente pela crise geral do futebol espanhol e sofreram redução do faturamento. Dados do ano de 2004 indicaram que o Manchester United recuperou o podium.
Em 2006, o Barcelona, aproveitando a excelente fase de Ronaldinho Gaúcho,  aumentou seu faturamento desbancando o time bretão.

 A mídia promove. A mídia contribuiu para popularizar o futebol e, como este mexe com a paixão, desperta interesse, torna-se um manancial inesgotável de assuntos novos, fofocas, novidades, etc., a cada dia, o que auxilia a vender os jornais, a atrair ouvintes para as rádios, telespectadores para a TV, e a vender espaços de publicidade. A imprensa desportiva especializou-se e o esporte ocupa espaço permanente. Mídia e esporte não manteriam sua grandiosidade, um sem o outro.


 Era tanto o crescimento do esporte que nasceu uma nova classe social, como o Colega Décio Neuhaus gosta de lembrar: os Cartolas, aproveitaram a propagação do futebol!



 Cartola, originalmente, era o "chapéu alto", de copa elevada e cilíndrica que, em conjunto com o fraque, era utilizado em situações extremamente formais. No século XIX, como registrou Machado de Assis, o espírito popular criticava esse chapéu, apelidando-o de "chaminé", "canudo" ou de "cartola" - variante de "quartola", nome de uma medida para líquidos: uma pequena pipa correspondente a um quarto de tonel, com a qual o chapéu se parecia. Nas caricaturas da imprensa, a cartola e o charuto compunham a figura dos novos-ricos. Ironicamente, passou a denominar a classe dos dirigentes que enriqueceram administrando os cada vez maiores recursos que circulavam nos clubes de futebol. 


 No início do Séc. XX, nos Estados Unidos, os magnatas do basquete, beisebol, boxe, hóquei no gelo e do futebol americano preocupavam-se com o crescimento do esporte bretão sobre o qual não possuíam controle. Em 1929, a quebra da Bolsa desencadeou a depressão econômica da década de 30. Os magnatas dos outros esportes contrataram lobistas que aproveitaram e espalharam o preconceito contra o futebol: Era um desporto alienígena e, em época de crise, a população devia prestigiar os esportes nacionais. Discriminado, perdeu apoiadores, espaço na mídia, e até o público. Notem como um simples preconceito pode acabar com um esporte, enquanto, expressivo: Havia duzentas equipes de futebol na primeira divisão! Duas décadas depois, em 1950, os remanescentes dos praticantes dos anos 30, eliminaram a Inglaterra por 1x0, e sagrando-se quartos colocados na Copa do Mundo, no Brasil. Quando quatrocentos milhões de pessoas assistiram à Copa da Inglaterra, em 1966, inaugurando a globalização, os mesmos cartolas dos esportes já mencionados, nos EUA, perceberam que não podiam ficar de fora daquele grande negócio, e ressuscitaram a Liga, os cartolas (de outros esportes). Em razão do incremento da prática pelas novas gerações, especialmente pelas meninas nas escolas, o futebol começa a ocupar cada vez mais espaços nos EUA.

 Os governos promoveram o desporto.  Na Inglaterra, depois de séculos de repressão, tanto governo quanto a Igreja e demais lideranças passaram a propalar necessidade dos cidadãos terem saúde, que o esporte proporcionava, incentivando sua prática, ao perceberem tratar-se do melhor mecanismo de controle social. Modernamente, os governos utilizam o esporte para auxiliar a controlar a tensão popular:   Adotam medidas antipáticas quando o povo está emocionado com vitórias em competições, e aproveitam da imagem dos ídolos para campanhas políticas. O Brasil, conhecido como a terra do futebol, a "onda de simpatia" com dirigentes assegurou sua impunidade. Recentemente, inovações da legislação pretendem impor maior rigor na fiscalização da administração dos clubes de futebol. 


A criação do futebol moderno pelo grupo teatral
Os melhores do Mundo
Trecho da peça em cartaz de 2006 

 Na mídia, ao longo do Séc. XX, houve uma substituição do foco da idolatria. Dos líderes políticos pelos astros/artistas de cinema/tv e craques do desporto. Até meados do séc. XX, os líderes políticos eram intocáveis. Emblemático o caso dos incômodos sofridos por Bill Clinton, nos anos noventa, quase exorcizado num impeachment, embora possa ser considerado celibatário comparado a alguns presidentes americanos dos quarenta anos anteriores, época de moral muito mais rigorosa. Marilin Monroe, musa do cinema, era só uma das muitas "conquistas" de J.Kennedy; tantas, que ele desprezou Marilin. Dizem que essa rejeição teria sido estopim do suicídio da atriz. Recorda algum registro de qualquer critica ao Presidente Kennedy? Não! Era considerado um herói ("Uma Breve História do Mundo". BLAINEY, Geoffrey. Ed Fundamento, ISBN 8588350777). No Brasil, na mesma época, encontraremos exemplos semelhantes. Contudo, há duas décadas, todos somos reféns da mídia, que exerce um poder de criar ou destruir lideranças, rápida e dissimuladamente: http://www.padilla.adv.br/etica/idolatria/

 A inversão de valores: Juízes responsáveis por decidir a vida, a liberdade e o futuro de cada um, de milhões de pessoas, tiveram a carreira aviltada por criticas. Ademais de sofrerem perda inflacionária nos vencimentos sobre os quais descontam impostos sofrem movimentos para retirar a aposentadoria integral, vitaliciedade, e outras garantias. Contudo, alguns jogadores, muitos de comportamento reprovável, auferem rendimentos milionários. Cartolas faturam milhões em negócios, e deixam clubes falidos... Que país é este ?

Abaixo, vídeo da "Partida de futebol" entre filósofos gregos e alemães por The Pythons 
grupo britânico criador-intérprete da série cômica Monty Python's Flying Circus

 O futebol alimenta-se da idolatria, nutrida pela emoção proporcionada pela imponderabilidade do esporte.
 Entre eles, o torcedor. Sua vida, por vezes repleta de sacrifícios, percalços e dissabores, transforma-se num piscar de olhos quando a bola voa na direção do gol.


   Escondendo o poder:

   Como a mídia manipula?
    A mídia não apenas cria ídolos no esporte: manipula quase toda a sociedade. Determina (disfarçadamente) o que será feito, vestido, comido, bebido e desejado pela maior parte da população.
   As artes marciais, por exemplo, são infamadas desde os anos setenta porque a NOM (nova ordem mundial) não quer que se proliferem. A prática de artes marciais melhora a saúde e a percepção da população tornando-a muito mais difícil de manipular (saiba mais em http://sindiplam.blogspot.com/2013/03/lutas-e-artes-marciais-tripartem-o-foco.html)
   Exemplos de como uma reportagem pode manipular: 
  Na reportagem do Fantástico https://vimeo.com/10911267 à prática do MuayThai é combatida, tratando os instrutores como bandidos e os pais como irresponsáveis por colocarem em risco as crianças; o mesmo foco está na reportagem da RBS (sucursal da Rede Globo) do dia seguinte: vimeo.com/38954378
 O foco infamante é exatamente oposto ao foco da reportagem vimeo.com/10913665 feito cerca de um mês depois. Embora infamem a prática do MuayThai, quiseram agradar Marco Nanini, então um ator muito bem relacionado e influente dentro da Rede Globo, e produziram outra reportagem sobre:
- a mesma modalidade, MuayThai;
- com crianças das mesmas faixas etárias;
- com as mesmas práticas, as cenas são parecidas...
   Contudo, a reportagem sobre a academia do motorista e segurança de Marco Nanini elogia o instrutor, trata a prática como educadora e de interesse social.
  A mídia esconde essa sua vocação para inverter os valores e induzir falsas crenças há três décadas, sabias? vimeo.com/10810123

   Aliás, no Brasil, desde os anos oitenta a mídia elege e derruba presidente da república:  padilla-luiz.blogspot.com.br/2006/05/idolatria-midia-manipula-cria-falsos.html
Leitura recomendada: A deformação dos pés de obra,

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