sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Crack, a droga que não forma craques.

A disseminação das drogas é parte da manipulação psicopata:

 

Crack, a droga que não forma craques.

(Archimedes Marques)
 Estamos em aguda e profunda crise urbana e social relacionada ao crack, essa droga avassaladora, aniquiladora e mortal que vem fazendo vítimas e mais vítimas diariamente em todo canto do nosso País.
O crack trás a morte em vida do seu usuário, arruína a vida dos seus familiares, aumenta a criminalidade onde se instala, degrada e mata mais do que todas as outras drogas juntas.
De poder sobrenatural o crack pode viciar o usuário já na sua primeira ou segunda experiência e o que vem depois é a tragédia certa. Crack e desgraça são indissociáveis e quase palavras sinônimas. Relatos dos seus usuários e familiares, fatos policias diários e opiniões de especialistas sobre os efeitos e as conseqüências nefastas da droga podem ser resumidos em três palavras tão básicas quanto contundentes: sofrimento, degradação e morte.
A composição química do crack é simplesmente horripilante e estarrecedora. A partir da pasta base das folhas da coca acrescentam-se outros produtos altamente nocivos a qualquer ser vivo, tais como: ácido sulfúrico, querosene ou solvente e a cal virgem,  que ao serem processados e misturados se transformam numa pasta endurecida homogênea de cor branco caramelizada onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína, ou seja, meio à meio cocaína com os outros produtos altamente nocivos citados. A droga é fumada pura, misturada num cigarro comum ou num cigarro de maconha que recebe a denominação de "bazuca".  
A fumaça altamente tóxica do crack é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando inicialmente euforia e aumento de energia ao usuário, com isso advém, a diminuição do sono e do apetite com a conseqüente perda de peso bastante rápida e expressiva.
Logo os efeitos nefastos biológicos aparecem para os seus usuários, tais como: aceleração ou diminuição do ritmo cardíaco, dilação da pupila, elevação ou diminuição da pressão sanguínea, calafrios, náuseas, vômitos, convulsão, parada respiratória, coma ou parada cardíaca, infarto,  doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC).
Além disso, para os fracos e debilitados usuários sobreviventes, ao longo do uso da droga, há perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do produto assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição. O crack também causa a destruição dos neurônios e provoca a degeneração dos músculos do corpo do seu usuário, fenômeno esse conhecido na medicina como rabdomiólise, o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo com ossos da face salientes, pernas e braços finos e costelas aparentes.
O crack é tão perigoso que até o próprio traficante que tem consciência desse perigo, de tal droga não faz uso. Dificilmente e raramente um traficante usa o crack o que não ocorre com os outros tipos de drogas em que muitos deles também as utilizam em consumo próprio.
A disseminação do crack é constante e diariamente prende os menos avisados assim como uma teia de aranha para as suas presas, transformando as suas vítimas em verdadeiros mortos-vivos a perambular pelo submundo da sociedade.
Pesquisando junto às opiniões dos médicos e especialistas em tratamento dos drogados conclui-se que realmente estamos perante uma epidemia, porque há um número explosivo de casos nos últimos três anos. Antes era uma raridade, havia nas unidades hospitalares especializadas 90% de outras dependências e 10% de crack. Hoje há o contrário. É unânime o conceito dos especialistas em afirmarem categoricamente que o crack é uma droga diferente das outras, muito mais severa e contundente. Não há outra droga que produza um declínio físico e mental maior para o viciado quanto o crack.
Segundo estudos realizados por especialistas na área, as dificuldades para o tratamento dos viciados em crack também são imensas, por isso, a grande preocupação das autoridades ligadas ao tema da intensa problemática. É preciso de extrema força de vontade do próprio viciado para poder se livrar desse malefício infernal.
A conscientização e o investimento em massa na área da educação, na prevenção, com aulas, palestras, seminários e um convívio mais profundo e dialogado no seio da sociedade especialmente entre pais e filhos, poderá livrar-nos dessa epidemia. Não podemos achar que a polícia ou a medicina resolverão os problemas, que, muitas vezes, se iniciam nos lares, escolas e outros lugares de convivência, principalmente dos jovens, mais expostos, por vários motivos, à atração do mundo das drogas.
No País do futebol precisamos sempre formar mais e mais competentes e excelentes atletas craques da bola, do esporte e não incompetentes e debilitados cracks desta droga satânica.

O Autor, Archimedes Marques, é delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela UFS;  archimedesmarques@infonet.com.br archimedes-marques@bol.com.br

 
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Sent: Friday, February 26, 2010 4:56 PM
Subject: Re: Dissidência no tráfico de drogas EV 22f2010

Caro Professor Padilla:
Muito me alegra e me enobrece as sua palavras elogiosas quanto ao meu 
texto em seu importante e organizado portal. O crack é sem sombras de 
dúvidas a droga mais avassaladora e mortal existente, por isso 
precisamos cada vez mais difundir os nossos contras para que assim 
possamos salvar algumas pessoas desta ida sem volta. Segue mais um 
artigo pertinente para analise e possivel publicação.
Abraços fraternos.
Archimedes Marques.

Boletim ESPACO VITAL Sent: Monday, February 22, 2010 9:52 AM
Subject: Notícias de casos judiciais - 22.02.2010

Destaques de segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010.
Dissidência no tráfico de drogas - Artigo de Archimedes Marques
 "Traficantes em campanha e em início de batalha mortal - não pela disputa de
território, mas pela tentativa desesperada de conter o avanço dos malefícios
do crack, que muitos teimam em reproduzir". Artigo de Archimedes Marques,
delegado de polícia no Estado de Sergipe.

Dissidência no tráfico de drogas - Artigo de Archimedes Marques
(22.02.10)
Por Archimedes Marques, delegado de polícia no Estado de Sergipe

O povo assiste atônito as conseqüências nefastas advindas do crack, a
chamada "droga do século", que chegou para arruinar a vida de muitos, piorar
ainda mais a vida de toda a sociedade brasileira e agora até em
contrariedade aos interesses de vários traficantes de drogas que em mudança
de opinião, em discordância ao seu comércio já fazem campanha e iniciam
guerra  contra o seu uso.

Crack e desgraça são indissociáveis e quase palavras sinônimas. Relatos dos
seus usuários e familiares, fatos policias diários e opiniões de
especialistas sobre os efeitos e as conseqüências funestas da droga podem
ser resumidos em três palavras tão básicas quanto contundentes: sofrimento,
degradação e morte.

A composição química do crack é simplesmente horripilante e estarrecedora. A
partir da pasta base das
folhas da coca acrescentam-se outros produtos altamente nocivos a qualquer
ser vivo, tais como o ácido sulfúrico, querosene, gasolina ou solvente e a
cal virgem,  que ao serem processados e misturados se transforma numa pasta
endurecida homogênea de cor branco caramelizada onde se concentra mais ou
menos 50% de cocaína, ou seja, meio à meio cocaína com os outros produtos
citados.

O seu usuário pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode
levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca. Além disso, para
o debilitado e esquelético  sobrevivente seu declínio físico é devastador,
como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão,
acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta, além da perda dos seus
dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do crack
assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.

O crack é tão perigoso quanto degradante e mortal que até o próprio
traficante dele não faz uso e agora já começa a repensar o seu comercio.

Recentemente o jornalista e cientista político Segadas Viana, escreveu sobre
a questão de um ponto do tráfico do Rio de Janeiro estar fazendo campanha
contra o crack. São trechos básicos da matéria jornalística denominada
Tráfico veta copinho pra acabar com crackudo vacilão: "salve um crackudo...
Rasgue o copo".

As palavras, escritas em um cartaz ao lado da foto de três jovens fumando
crack e da imagem de um copo de plástico, fazem parte de uma campanha para
tentar dificultar o uso da droga. Como os usuários preferencialmente
utilizam copinhos de guaraná natural, a idéia é convencer os fãs da bebida a
rasgá-los antes de jogá-los fora.

Mais inusitado que a campanha é o local em que ela tem sido feita: o cartaz
foi encontrado durante uma incursão policial no Morro do Pavão, em
Copacabana, na zona sul do Rio. Ele estava colado em uma das bocas-de-fumo
controladas por traficantes ligados à facção criminosa Comando Vermelho
(CV), na principal entrada da favela.

Abaixo do "slogan da campanha", um texto expõe motivos para conquistar
adeptos:  "Pô mano, ta ligado que o bagulho ta ficando sinistro em todas as
favelas do Rio de Janeiro, né? Aonde vc passa tem um menozinho correndo
igual doido com as calças caídas, descalços. Que vergonha. Ou então vê uma
mina toda ruim, toda torta, toda magrela. (...)"

Mas o cartaz não é a única bandeira na tentativa de desestimular o uso do
crack. Um funk batizado como "Crackudo vacilão" tem sido tocado nos bailes
realizados nos morros e favelas. A letra da música diz: "Pedra pura, deixa a
gente no maior tédio / Vendendo a roupa do corpo / E a janela do prédio /
Mas depois triste num canto sozinho / lembra que se derramou / a madrugada
num copinho / aí vem o desespero / tô com maior cabelão / eu vendi a
geladeira, a tv e o fogão / aí vem o desespero / tô com maior cabelão / eu
vendi a porra toda, eu sou um crackudo vacilão" (...)

Em outra matéria jornalística, desta feita no Rio Grande do Sul, publicada
no Jornal Zero Hora, dia 19/11/2009, o jornalista Humberto Trezzi assim
discorreu em parágrafo basilar do seu artigo denominado Traficantes vetam
crack em Santa Cruz: "A quadrilha que domina a venda de drogas no bairro
mais populoso de Santa Cruz do Sul decretou que não vai vender mais crack.
Além disso, anunciou represálias severas a quem comercializar a droga na sua
área de atuação... venderão os estoques. Depois, vai vigorar a pena do
submundo contra quem violar a regra - que pode incluir morte."

Segundo o jornalista, o recado foi repassado em uma reunião em que fizeram
parte aproximadamente cem pessoas na associação de moradores do bairro Bom
Jesus e confirmado por repórteres do jornal Gazeta do Sul.

Tais campanhas realistas do tráfico contra o crack demonstram a preocupação
dos traficantes quanto a perda substancial dos seus compradores ou
consumidores que logo morrem em decorrência da ação devastadora da droga, ou
seja, estão perdendo mercado porque estão matando seus próprios clientes,
com isso há a diminuição de lucro e em conseqüência do fato, também resta
enfraquecido o comercio das outras drogas, daí a motivação desta suposta boa
ação que estão a praticar para a sociedade.

É fato realmente inusitado: traficantes em campanha e em início de batalha
mortal não pela disputa de território, mas pela tentativa desesperada de
conter o avanço dos malefícios do crack que muitos teimam em reproduzir.

É de bom alvitre alinhavar que campanhas legais e vitoriosas como crack nem
pensar, droga mata, anti drogas, a droga da morte, a pedra da morte,
Montenegro contra o crack, dentre outros que arrastam adeptos importantes e
adorados pelo povo como artistas, atletas, cantores ou demais celebridades,
formadores de opinião pública, somados ao combate incansável efetuado pela
força pública através da Policia, tem sido de suma importância na prevenção,
repressão ou na recuperação de drogados, fazendo com que aumente ainda mais
a frustração dos traficantes.

Assim, nesta nova modalidade de guerra do tráfico de drogas, que pode ser
batizada de guerra do crack, vez que supostamente o comando vermelho já
tomou partido, pode haver o aumento da dissidência e como consequência, uma
grande quantidade de mortes.


 Descubra como reconhecer os psicopatas disfarçados de humanistas e as suas armadilhas:


http://padilla-luiz.blogspot.com/2015/06/perigosos-manipuladores-dissimulados.html

Marcílio Krieger descansa no Jardim da Paz. 2. Instituto Nacional de Educación Física de Cataluña (INEFC) Universidad de Lleida en España divulga cursos

Prezados:
 
Estava por noticiar o Curso de Mestrado, na Espanha - detalhes abaixo e anexo - quando soube do falecimento do companheiro Marcílio Krieger, em Florianópolis, ontem.
 
A comunidade do direito desportivo ressente-se da falta de um grande ser humano e, sobretudo, um PENSADOR.
 
----- Original Message -----
Sent: Thursday, February 25, 2010 6:51 PM
Subject: [GEDD] Marcílio Krieger

Srs.,

É com muita tristeza que comunico que, na manhã de hoje, faleceu em Florianópolis o nosso amigo Marcílio Krieger, mestre do Direito Desportivo, que certamente deixará somente lembranças boas a todos nós.

A cerimônia será amanhã, às 8h, no cemitério Jardim da Paz, em Florianópolis.

Att.,

--
Ricardo Ognibene


Adscrit a les universitats de Barcelona i Lleida

Instituto Nacional de Educación Física de Cataluña (INEFC)- Universidad de Lleida en España, hace más de 15

años que venimos organizando, con la participación de otras Universidades españolas,

un Master en Derecho Deportivo y un programa de Doctorado en Derecho Deportivo, siendo

éste el único específico en toda Europa de estas características. En estos momentos

más de 200 juristas de toda Europa y de diversos países iberoamericanos han pasado por

nuestras aulas y han obtenido el título de Master en Derecho Deportivo.

Desde hace 3 años hemos convertido el programa docente que ya veníamos ofreciendo en

un Master Oficial reconocido por el Gobierno Español y por la Generalitat de Cataluña

siguiendo las directrices del Espacio Europeo de Educación Superior. En este Master

Oficial se ofrecen dos itinerarios distintos, uno profesionalizador dirigido al

ejercicio profesional y otro de investigación dirigido a los que estén interesados en

poder obtener el grado de Doctor.

Hasta la fecha presente nuestra oferta formativa estaba centrada exclusivamente en

unos módulos de formación desarrollados en la geografía española. Como en los últimos

años hemos tenido muchas solicitudes de personas interesadas del área

iberoamericana hemos re-organizado nuestra oferta docente y estamos en

disposición de comunicarle que en el próximo bienio académico (septiembre

2010- septiembre 2012) vamos a poner en marcha una edición del Master

Oficial en Derecho Deportivo pensada especialmente para las personas de

Iberoamérica.

Puede usted entrar en la página web de nuestro Máster

http://masters.inefc.es/dretesport y podrá comprobar la organización académica,

horarios, etc que proponemos adaptados a una oferta dirigida especialmente a las

personas interesadas de Iberoamérica.

Debe usted saber que nosotros somos una institución universitaria pública y en

consecuencia, el precio del Master es el que viene fijado por las normas de precios

públicos universitarios de nuestro país, lo que entendemos puede ser de una gran

ventaja para ustedes.

Nos permitimos comentarle que los plazos oficiales de pre-inscripción y

matrícula al Master son los que se señalan a continuación.

PRIMER PLAZO:

Preinscripción: Del 3 de mayo al 15 de junio

Resolución: 28 de junio

Publicación: 30 de junio

Matrícula: Del 7 al 13 de julio

SEGUNDO PLAZO:

Preinscripción: Abierta en función de plazas vacantes hasta el 30 de septiembre

Resolución: Fecha límite 8 de octubre

Publicación de la Resolución en la web: 11 de octubre

Matrícula: del 18 al 22 de octubre

Adscrit a les universitats

de Barcelona i Lleida

Somos conscientes que seguramente una de las principales dificultades para poder

cursar este Máster no esté tanto en el precio, ni en el modelo académico, sino en los

requisitos administrativos y documentales que exige el poder matricularse en un Master

Oficial en España del que se deriva una titulación oficial en Europa, por ello, si

usted estuviera interesado/a en poder cursar éste Master

sería muy importante que se pusiera en contacto urgente vía

mail con la Sra Neus Roca nroca@inefc.es para que le pudieran informar y si fuera el

caso, ayudar a empezar a tramitar toda la documentación administrativa que requiere el

estudiar un título de máster oficial en España (reconocimiento de títulos

universitarios, etc) que le resultará imprescindible para poder matricularse en el

Master.

Para cualquier otra consulta puede dirigirse directamente vía mail a la Sra. Andrea Martinez Funes amartinezfunes@gmail.com que es la coordinadora pedagógica de la

edición para Iberoamérica del Master en Derecho Deportivo que les responderá

gustosamente o a mi mismo andreu.camps@gencat.cat

Esperamos que nuestra comunicación pueda ser de su interés y, a su vez, le solicitamos

que si puede tener a bien difundir esta información entre aquellas personas que usted

conozca y que como usted pudieran estar interesadas en una formación académica

específica en derecho deportivo.

Andreu Camps

Director

 




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Punta dos Destemperados...que - aliás... são bem "temperadinhos"

Punta, durante o nosso verão, atualmente, é a cidade mais procurada do hemisfério sul. Não somente por ser uma cidade alfa, ditadora das tendências que tomarão conta das areias brasileiras logo em seguida. Também porque consegue unir a beleza natural com a excelência da gastronomia porteña. Muitos dos melhores restaurantes sulamericanos ficam nessa cidade apaixonante.

Dentre tantas coisas para se fazer lá, os destenperados pontuaram alguns destaques para um pequeno top 13 (seria em homenagem ao Zagallo) etílico-gastronômico. Sempre lembrando que a ordem dos fatores não altera o produto:

1 - Almo-jantar no El Garzón, em Pueblo Garzón, o novo restaurante do chef Francis Mallmann. É uma espécie de chácara na beira da laguna, com uma atmosfera sem-igual, e o acréscimo de ter a parceria de uma vinícola uruguaia, a Finca La Anita.

 

2 - Jantar no Namm, o asiático mais charmoso de José Ignácio, que fica escondido no meio da mata. O lado de fora tem mesas que lembram pequenas tendas, com muitos panos e velas espalhadas, e cada uma com sua cobertinha, caso bata o friozinho uruguaio da meia-noite.

 

3 - Com estilo e comida bem semelhante, mas com um charme diferenciado, o Restaurant T, na frente do Hotel Las Olas, pilotado pelo chef Hernan Taiana, é uma dica de insider. Vá lá, sinta o clima, e você, além de se deliciar com as maravilhas del mar do chef, só ouvirá conversas em español à sua volta.

 

4 - O Le Club, uma posada-parador descoladíssima que fica situada na Av. de Los Cangrejos, também merece a sua visita. Tanto a beira da praia quanto o cleticot ali são fantásticos.

 

5 - Passando pelo Flo? Pare. Agora. Não siga sem antes descer, pedir uma mesinha no deck e apreciar o mar como se fora um quadro sem moldura. Peça o clericot mais fotogênico do mundo, com um sanduíche de salmão defumado, queijo brie e mel. A gente só precisa disso pra ser feliz!

 

6 - Tá chovendo? Não tem o que fazer? Comprou tudo o que queria e tá todo ardido do sol? Te manda pra um refúgio chamado L'Auberge, senta no jardim do salón de té e pede um waffle. Depois nos conta, ok?

 

7 - O melhor, melhor, melhor restaurante chama-se Lo de Tere. Sabe-se lá se por causa da excelência do cozinha, comida e ambiente, ou pelo ponto, que é agradável pacas. Faz assim, vai lá e pede o Black Crab, uns raviolones de siri tingidos com tinta da lula e um molho de camarões. Daí depois diz se estamos exagerando ou não.

 

8 - Outro querido por todos de lá é o Lo de Charlie. Um dos restaurantes preferidos do Villaró, com cores vivas e alegres. Peça a ternera rellena com presunto parma e rúcula, e de sobremesa um sorvete de queijo com calda de frutas vermelhas. E dê um abração no Charlie por nós!

 

9 - O Virazón, mais conhecido como "escritório" é o ponto de encontro da gauchada no calçadão do porto. Também, ninguém mandou ter um clericot desses com uma vista tão relaxante pra Isla Gorriti.

 

10 - Conhece aquela frase "já que tá no inferno, abraça o diabo"? Pois é, já que estamos gastando mundos e fundos aqui, merece uma janta no La Bourgogne, do chef Jean Paul Bondeau e o único restaurante sulamericano com o selo Relais&Gourmand. Prepare o seu bolso e aprecie com moderação.

 

11 - O Floreal é outro caso à parte. Fica numa casa linda bem na frente do La Bourgogne. Entre lá e coma o que quiser, desde que não esqueça da Sinfonía de Chocolate.

 

12 - Um dos lugares mais astral da cidade atende pelo nome de Al Mar, Serena Hotel, onde vem ocorrendo um Reveilon dos mais badalados... Aquela piscina, com a vista da cidade no fundo, é impagável. E com um pisco sauer, beliscando um ceviche enquanto isso então…

 

13 - O chá nem é das coisas que mais gostamos. Inclusive, achamos coisa de velho. Mas foi só subir ao hotel Las Cumbres, ver a vista, e concluir que esse lugar abrigaria um casamento de cinema, que a gente toma qualquer coisa. Mas manias à parte, esse chá também é de cinema!

Para mais dicas, fotos e infos, acesse www.destemperados.com



 

 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Idolatria - Garrincha x Pelé: exemplo da diferença de tratamento da mídia aos atletas influencia carreiras

 

             Observando as personagens mais importantes na História do Futebol .

 

Muitos são notórios... Enquanto outros, tão ou mais importantes, esquecidos...

Por que uns são conhecidíssimos e, de outros, nem ouvimos falar ?

 

O que é a idolatria?
               Qual a prática da idolatria?
                           Espelhamento? Imagem ou semelhança? Confusão do ego?
        

Vivemos numa sociedade ocidentalizada mediática, grande promotora, construtora e sustentadora da idolatria moderna, ídolos humanos, para alimentar as multidões, suscitando o conflito do ego.

Veja algumas das tendências da sociedade (exemplificativas):

Especismo: teoria ético-filosófica sugerindo que homem e animal são uma e a mesma coisa. Heranças milionárias a animais. Adoram cães e outros bichos perigosos.


Ecologia: a ideia de que a natureza é mais importante do que a humanidade...


Ideologias políticas ou religiosas: o deus-dinheiro, o deus-mercado, o deus-Estado, o deus-denominação religiosa;
 Clubismo desportivo exacerbado ou fanático;

 Figuras públicas ou PUBLICIZADAS pela mídia

 Diferente dos Jogos gregos, onde apenas quem ganhava era idolatrado...

Modernamente os atletas chegam à idolatria por motivos variados, como Pelé, Zico, os Ronaldos.

Filipe Fernandes Ribeiro Mostaron pontua a diferença de tratamento da mídia a dois atletas das Copas de 58/62, Pelé e Garrincha em artigo, que transcrevemos abaixo, para facilitar seu exame.

Atores, como Marlon Brando e artistas, como Michael Jackson, contribuiram para a arte.

   Contudo, o que dizer quando um qualquer momentâneo personagem do Big Brother ganha as luzes da ribalta?


    O livre arbítrio está em escolher do que gostar - e até que ponto - adorar...

 Verificastes quem está em primeiro lugar, em matéria de "divindade", no seu coração?

Podemos gostar de animais, da Natureza, do pensamento (ideias), de futebol, de música, o erro está no exagero. Nada nem ninguém pode ser mais importante que nossa vida, família/filhos, prazeres, talentos, carreira, profissão, filosofia e religião, etc.

 

                               Como identificamos um ídolo? 

    O verdadeiro ídolo, como o vencedor dos Jogos, na antiga Grécia, é considerado...

Semideus, e está acima dos seres comuns...

O ídolo tudo pode! E pode permitir-se exageros...

Alguns atletas ou artistas rendem-se às drogas e práticas destrutivas.

Se a população os adora, há uma apologia à comportamentos reprováveis.

A liderança negativa é daninha à sociedade.

.:.

 

Manuel Sérgio - Algumas Teses Sobre Desporto - O Desastre do Olimpismo

Olimpismo ou mercantilização do corpo e do desporto: «Chegou a altura de pôr em causa, a todos os níveis, o desporto inteiramente submetido ao império da competição, da medida, do rendimento e do recorde.» pag. 90

No livro "Algumas Teses Sobre o Desporto", Editora Compendium, Lisboa, Manuel Sérgio provoca o pensamento crítico acerca do desporto, após os Jogos de Sydney, fechando o segundo milênio. Desde a religiosidade semanal, nos estádios de futebol, a mediatização extremada do populismo da vida e dos feitos dos ídolos desportivos, como rotina da sociedade: Como o desporto faz semideuses? E arcanjos? Há muito que se instalou entre nós o Olimpo comunicacional, a formação de modelos de comportamento através dos desportistas. Quando Friedrich Ludwig Jahn (l778-1852) fundou a sociedade da ginástica (Allgemeine Burschenschaft), escrevia que « a alma da ginástica é a vida do povo, e este só se pode desenvolver sob céu aberto, ao ar livre » misturando bucolismo da sociedade que desaparecia ao sentido prático de uma nova emergente vida social da burguesia urbana e sedentária, febril, dominadora. desporto ressuscitou do produtivismo simples e titânico como espectáculo, transformou-se em mercadoria e como prática política e do corpo como mercadoria. As instituições deste culto são os clubes, como instrumentos de conservação do poder no fenómeno cultural da magia do desporto como espectáculo: Sua utilidade molda a vida concreta das populações hipnotizadas por um modelo de motricidade e saúde, no culto do símbolo. 
 

Um breve bate bola com alguns dos

50 atletas mais importantes na história do Futebþl

auxilia a compreender a idolatria que impregna a sociedade...

Acompanhe em

http://www.padilla.adv.br/desportivo/idolatria/

 

 

----- Original Message -----
Sent: Tuesday, February 23, 2010 9:00 AM
Subject: Garrincha x Pelé: a diferença de tratamento da mídia aos atletas e como isso influenciou suas carreiras
 
Caso não consiga visualizar clique aqui

Newsletter Universidade do Futebol - Fevereiro de 2010  


Garrincha x Pelé: a diferença de tratamento da mídia aos atletas e como isso influenciou suas carreiras
Nos tempos atuais dos jogadores-celebridade, acompanhando a evolução da cobertura social e do jornalismo esportivo, tal aspecto se mostra relevante
Filipe Fernandes Ribeiro Mostaro

Introdução

Quem foi melhor Pelé ou Garrincha? Essa dúvida frequente nas discussões dos amantes do futebol sempre esbarra no papel e interferência da mídia na carreira de um jogador. Mas será que esse fator pode ser realmente decisivo? Nos tempos atuais dos jogadores-celebridade, acompanhando a evolução da cobertura da mídia e do jornalismo esportivo sabemos que sim.

Com a transformação do esporte em fenômeno midiático, percebemos todo e qualquer jogador como um produto em potencial que vai atingir algum público alvo e se tornar um garoto propaganda. Garrincha e Pelé tiveram um tratamento diferenciado em sua carreira e isso foi fundamental para formação da imagem que perdura ate hoje sobre os dois ídolos do esporte nacional.

O esporte como fenômeno midiático

O futebol é considerado uma religião. Seu aspecto mítico contribui para que na nossa sociedade profana, ele seja o "altar", onde o indivíduo vai realizar sua vontade de transcendência como em uma sociedade sagrada. É como uma válvula de escape, suas tristezas do dia a dia são esquecidas quando seu time do coração ou a seleção de seu país entra em campo. Através do jogo, países subdesenvolvidos e pobres se igualam aos desenvolvidos e ricos. Quando está assistindo a um jogo, o torcedor se "aliena", se "transporta" para um outro mundo, cria no herói que está dentro de campo o seu sucesso, é como se ele tivesse vencido. Dessa forma, o ídolo gera uma relação de afinidade como o espectador e torcedor, sendo sua presença no jogo, decisiva para o sucesso do espetáculo.

A mídia, cada vez mais influencia no espetáculo esportivo. Antes, um torcedor precisava ir até à banca de jornal ou ir ao estádio para saber o resultado do jogo. Com o rádio, depois a televisão e hoje a internet, ele não precisa sair de casa para acompanhar toda a rodada do campeonato.

Não é à toa que a Copa do Mundo é o evento mais assistido do mundo, o futebol é um esporte televisivo. A presença da televisão é fundamental para o sucesso do esporte. É o que afirma NUZMANN (1996:15), presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB)

...o Presidente do Comitê Olímpico Internacional COI, Marques Juan Antônio Samaranch ressaltou que os esportes que não se adaptarem à televisão estarão fadados ao desaparecimento. Da mesma forma, as televisões que não souberem buscar acesso aos programas esportivos jamais conseguirão sucesso financeiro e de público.


No Brasil, a televisão esteve sempre ligada ao futebol.


A unificação do país, por meio da TV, foi empreendida inicialmente pelo futebol; em seguida, veio a voga da telenovela (...) Moral da história: o futebol tem sido o veículo por excelência da expansão da videoesfera no Brasil. (MARQUES, 2005,p.149)


A televisão procura o tempo todo espetacularizar suas imagens para vendê-las e não é diferente com o esporte. Dessa forma o esporte passou a ser uma mercadoria e se tornou um show de entretenimento. A partir desse momento podemos analisar e entender qualquer atleta como um produto que pretende ser vendido, que quer ser visto como o melhor, e que todos, para serem tão bons quanto ele, devem ser como ele. Surgem assim, os grandes astros e celebridades do esporte: o fenômeno, o rei, o imperador, a atleta do século, o maior de todos os tempos em todos os esportes.

O futebol alimenta o imaginário do torcedor que através da mídia, se identifica com o jogador, o idolatra, construindo os mitos. A mídia e o esporte trabalham muito bem a formação e destruição do mito. A mídia tem a necessidade de produzir novas "mercadorias". Portanto, cria mitos profanos, pessoas que têm uma aparência comum, de origem nas camadas populares que têm no esporte uma capacidade de ascensão social, gerando o consumo. Um consumo proporcionado pelo entretenimento que muitas vezes será feito pela paixão, tornando o consumidor mais influenciado pela marca ou organização que seu ídolo representa.

As grandes corporações passaram a investir no futebol, os craques do campo viravam garotos-propaganda de cigarros, bebidas, etc. Os clubes passaram a ter patrocinadores nas camisas, chegando hoje a terem departamentos de marketing e assessores de imprensa para garantirem a boa imagem dos atletas do time e do próprio clube. A afirmação do brasileiro João Havelange quando assumiu a presidência da Fifa, resume bem o que o futebol se tornava: "Vim para vender um produto chamado futebol." Demonstrando que o esporte se tornou um fenômeno midiático.

A trajetória de Garrincha e Pelé

Na primeira vez que Garrincha apareceu na mídia, seu nome foi anunciado errado: Gualicho. Depois dos treinos de Garrincha no Botafogo, os repórteres correram para cima dele. O que se leu no jornal foi que um garoto de pernas tortas, tinha dado um "baile" em Nilton Santos, o melhor zagueiro do país.

Sandro Moreyra escreveu a matéria no Diário da Noite, afirmando que a jovem revelação do Botafogo se chamava Gualicho. Sandro tinha ouvido Garrincha falar seu nome, mas achou que não combinaria um nome de passarinho, com um jogador de futebol.

Não foi a primeira vez que Sandro inventou algo sobre Garrincha. Foi ele que afirmou que Garrincha chamava todos seus marcadores de "joão". Uma mentira, mas que ajudava a reforçar a imagem de ingênuo de Garrincha. Sandro inventava as histórias e Mário Filho acreditava e publicava.

Sandro e Mário não calculavam que essas histórias seriam repetidas, deturpadas e que, com elas, estava criando o mito de um gênio infantil, e quase debilóide, que não fazia justiça a Garrincha. (CASTRO, 1995, p.261)

Até que o repórter Geraldo Romualdo da Silva, do Globo, encerrou as dúvidas com uma manchete em seis colunas com o título: "Meu nome é Manoel, mas meu apelido é Garrincha."

Depois da primeira aparição, Garrincha continuou aparecendo na mídia como um driblador fantástico e um dos maiores pontas do Brasil. Na parte pessoal, foram várias as reportagens de Garrincha em seu "habitat natural". Em Pau Grande, caçando passarinhos, sendo fotografado nas belíssimas cachoeiras, alimentando o mito de homem do campo. A cada reportagem reforçava-se a imagem da felicidade de Garrincha em seu bucólico universo.

Ele era puro, autêntico e outros adjetivos em voga. Sua casa era um casebre, mas ele não a trocaria nem pelo Taj Mahal.(...)Podendo ter todo os luxos e confortos de um campeão do mundo, preferia viver como um operário. Ou como um camponês.(CASTRO, 1335, p.232)

Sua imagem era de um homem do campo, ingênuo, que preferia o sossego da roça à agitação da cidade, que chamava seus marcadores de joão. Era como um plebeu, um homem do povo. Bem difícil de se comparar com alguém que detêm a imagem de "rei".

A transformação de Garrincha em mito foi demorada. Nos seus primeiros anos de Botafogo foi criticado por driblar demais. Mas o clássico contra o Fluminense na final de 1957, foi decisivo para sua transformação em ídolo nacional e um dos nomes que não poderiam estar de fora na Copa do Mundo da Suécia.

Até o jornal francês L'Equipe, colocava Garrincha como titular absoluto. O jornalista francês Gabriel Hannot veio cobrir a preparação brasileira para a Copa e afirmou quando lhe perguntavam na França o que tinha descoberto no Brasil: "Maracujá e Garrincha". Sua fama começava a se consolidar internacionalmente.

O Brasil tinha fama de "vira-latas", um time que só ia para a Copa para aprender. A imprensa não acreditava no título em 1958, quanto mais após o empate contra a Inglaterra em 0 a 0, na segunda rodada da Copa da Suécia. E o próximo adversário seria a temível URSS.

No script para se ter um herói, precisamos de uma pessoa normal - como qualquer cidadão - que supera todas as dificuldades e conquista seu objetivo, salva uma população, um país. O que dizer de Mané? Ele não era normal. Se para uma pessoa normal já seria difícil fazer o que ele fez, imagine uma pessoa estrábica, com as pernas tortas, uma seis centímetros mais curta que a outra e que nunca tinha feito um exercício físico na vida até os 19 anos. Pois bem: ele superou o futebol científico dos russos e começou ali a idolatria ao menino de pernas tortas que conseguiu tornar uma Copa perdida em algo possível, colocou as pessoas nas ruas para comemorarem a vitória e se tornou a alegria do povo.

Nelson Rodrigues, em uma de suas memoráveis crônicas, credita a Garrincha o mérito maior de ter acabado, em duas Copas, com o complexo de vira-latas que amargurava o povo brasileiro.(NOGUEIRA, 2005, p.12)

No jogo seguinte, contra o País de Gales, Amaro, o pai de Garrincha, foi convidado pelo presidente Juscelino Kubitschek para acompanhar o jogo no palácio do Catete. Quando saiu, recebeu o agradecimento de Juscelino por tudo que seu filho estava fazendo pelo país. Foi nesse momento que Garrincha se tornou um herói nacional e se transformou em um mito, um herói midiático.

O Brasil conquistou a Copa e Garrincha consolidou de vez a sua imagem de herói e mito do esporte nacional. A chegada dos jogadores brasileiros foi triunfal, principalmente para os principais heróis do título: Garrincha e Pelé. "Eram como soldados que estivessem voltando, vivos e vitoriosos, da guerra da Coréia." (CASTRO, 1995, p.183)

A conquista da Copa trouxe uma nova alma ao povo brasileiro, um sentimento de esperança de que mesmo um semi-analfabeto e pobre, poderia vencer. O mito de Garrincha se tornara mais forte, o povo via nele o espelho de uma possível mudança.

Garrincha começou a receber cartas de todas as partes do mundo. Pau Grande se tornou mundialmente conhecida. Um jornal francês soltou: "Brésil, capitale Pao Grande" Até o nome da cidade tentaram mudar para Garrincha, tamanha sua popularidade e fama. Garrincha logo recusou: "Onde já se viu? Pau Grande é um nome tão bonito."

Waldir Amaral criou a imagem de vários jogadores durante a Copa que ele transmitiu pela rádio Continental. Garrincha recebeu o nome de "demônio das pernas tortas", referindo-se ao inferno que Mané levava às defesas adversárias.

Garrincha foi o segundo jogador mais cantado da música brasileira, só perdendo para Pelé. Marchinhas de carnaval, sambas, tudo que falasse de Mané era certeza de sucesso.

O inventor do "Fair play", um jogador muito disciplinado fazia justiça "à imagem que os cronistas haviam criado para ele: a do passarinho, a alma ingênua e alada do futebol." (CASTRO, 1995, p.213). Alguns cronistas preferiam chamá-lo de anjo e outros de demônio. Mas sua imagem já estava mais do que consolidada.

Para provar isso, Garrincha venceu a eleição do jogador mais popular do Rio. A eleição foi promovida pelo Jornal dos Sports e Garrincha recebeu uma ajuda especial de Elza Soares, a grande sensação do samba nacional. Os dois apareciam juntos para conseguir votos, davam autógrafos e entre uma fotografia e outra Mané lançava seus olhares para Elza.

Mané reafirmou seu papel de herói nacional na Copa de 1962 no Chile. Sem Pelé, Garrincha fez de tudo e o Brasil voltou com o bicampeonato. Garrincha fez gol de falta, de cabeça, jogou pelas duas pontas, parecia um super homem, presente em todos os espaços do campo. Para quem tinha dúvida se ele era melhor que Pelé ou que era um jogador de uma jogada só, viu o "demônio" ou o "anjo" não precisar do "rei" para ganhar novamente a Copa. Mais uma vez aquele homem simples era o melhor do mundo, fazendo seu povo ter orgulho de ser brasileiro.

Após a Copa, Garrincha passou a ser o garoto-propaganda preferido das agências de publicidade. Fez comerciais para as "Lojas Ducal" e lojas de sapatos, onde até suas filhas com Nair apareciam.

Garrincha era um ídolo nacional e explorado pela mídia. Para os assessores de imprensa de hoje, seria um "prato feito". Quem poderia sujar a imagem de um homem querido por todos, ingênuo, namorador, e que além de ter sido o herói em 1958, tinha ganho sozinho a Copa do Mundo de 1962, confirmando a hegemonia do futebol brasileiro no mundo? Naquele tempo, sem assessoria, podia sim e sujaram.

A imagem de Garrincha começou a mudar quando a imprensa tomou conhecimento do nascimento da sexta filha de Mané com Nair, sua esposa. A imprensa achou que Garrincha tentava desesperadamente ter um filho e era contemplado com uma filha atrás da outra. Foram feitas várias reportagens com Mané e suas filhas em Pau Grande. Ele brincava com elas, jogava bola, mostrando-se um pai carinhoso, o que realmente era, nas poucas vezes que ficava com elas. A imagem de um bom pai durou até 1962, quando o caso de Garrincha e Elza estourou na imprensa.

Elza alertava Garrincha sobre sua importância, dizendo que ele não poderia ganhar menos que Pelé. No Botafogo, Garrincha queria uma renovação com um contrato melhor, os dirigentes colocavam a culpa em Elza. O final do campeonato carioca se aproximava do fim e Botafogo e Garrincha não chegavam a um acordo. A imprensa não sabia ainda do romance, apenas informava que Garrincha estava discutindo o contrato com o Botafogo às vésperas do jogo decisivo contra o Flamengo. Alguns torcedores já passavam a hostilizar Garrincha. Mané decidiu jogar a final, ser campeão e depois negociar. Fez a melhor atuação de um jogador na história do Maracanã, marcou os três gols na vitória do Botafogo e foi bi-campeão carioca.

O contrato não foi renovado e as notícias da briga de Garrincha com o Botafogo estavam nas manchetes. Garrincha pediu seu passe ao Botafogo. Não lhe foi dado. O joelho de Garrincha já estava em estado crítico, não conseguia jogar partidas seguidas sem que ele inchasse. O Botafogo avisou que enquanto não jogasse, receberia o bicho pela metade. Foi então, que o caso Garrincha e Elza explodiu.

Como poderia um bom pai de família como ele abandonar a mulher com, então, sete filhas? Era como se Garrincha não tivesse tido nenhuma mulher antes e como se Elza tivesse destruído um lar que nunca existiu. A imprensa bombardeou os dois: Mané como irresponsável e Elza como destruidora de lares. Para alguns botafoguenses, Elza era flamenguista e queria destruir o Botafogo. O menino ingênuo e com alma de passarinho, deu lugar a um homem irresponsável que abandona o lar por causa de uma "aventura" amorosa. Porém, estava dando mais ibope do que falar o que todos sabiam: Garrincha vencera sua segunda Copa do Mundo para o Brasil. Venderia mais falar que um ídolo nacional estava envolvido num "escândalo" desse.

Toda a imagem de Garrincha, que estava destruída, poderia ser salva com dribles, gols e títulos. Afinal o que ele fazia fora de campo nunca teve importância, ele era um herói nacional por causa do futebol e não por ser um exemplo de bom marido. O maior problema de Mané foi seu joelho. Não conseguia jogar aquilo que sabia, com seu joelho em estado lastimável, a artrose era irreversível e só piorava a cada jogo de Mané. Portanto, o joelho, aliado ao álcool o impediu de refazer sua imagem e o que ficou, a partir desse momento, marcado em sua carreira foi sua vida pessoal.

"...o rito realiza o mito e permite a sua vivência. É essa a razão porque se encontram frequentemente ligados: na verdade, a união é indissociável e, de fato, a separação sempre foi a causa da sua decadência. Separado do rito, o mito perde, se não sua razão de ser, pelo menos o melhor da sua força de exaltação: a capacidade de ser vivido." (CAILLOIS, 1972,pg.25)

O rito é o drible e Garrincha é o mito. A partir do momento que Mané não pode mais driblar como ele driblava, o mito perde a capacidade de ser vivido.

Nesse momento o mito passa a ser esquecido. Um novo mito chega para substituí-lo: o "rei" Pelé. Apenas sua vida pessoal passa a ser divulgada, o alcoolismo, suas dificuldades financeiras tudo isso vira notícia. Mesmo porque não se tem imagens das maravilhas que Mané fez em campo. Se não podemos recriar o rito através da imagem, o mito só será lembrado por quem viu Garrincha jogar e fazer o que fez.

Se Garrincha nunca mais tivesse jogado, o estrago em sua carreira teria sido menor. A lembrança mais recente seria dos seus dribles e dos títulos. Mas, a cada tentativa de volta, o joelho traía Mané e a imagem de um jogador que mal conseguia andar em campo foi substituindo a do "demônio" de pernas tortas. Não é à toa que Garrincha não tem seu devido valor na imprensa nacional. "Que Deus perdoe, nos meus ingratos colegas, o pecado de esquecer um dos maiores ídolos que a alma popular do Brasil tanto venerou no passado recente."(NOGUEIRA, 2005, p.12)

Com o "esquecimento" de Garrincha pela mídia, Pelé passa a ser o único ídolo a ocupar as manchetes dos principais veículos de comunicação. Pelé, assim como Garrincha, estava envolvido no mesmo projeto de construção nacional.

Pelé, desde cedo sabia do seu potencial e seu diferencial. Garrincha era a imagem da redenção do povo brasileiro, que não se assusta perante o adversário( todos chamados de "joão"), que parte para cima mesmo tendo pernas tortas e uma difícil história de vida. (...) Os dois eram o exemplo de como os pretos, mestiços, humildes redimiriam o país de sua história de submissões e humilhações. Tratava-se de heróis próximos a grande parte da população, com os quais o povo poderia se identificar. (MELO, p.23)

A diferença começou no nome que dariam a Pelé, enquanto Garrincha seria o "anjo" ou "demônio", Pelé seria o "rei". Um rei ninguém discute, apenas reconhece seu reinado. Tudo que um rei faça, mesmo fora de campo não teria importância, afinal ele era um "rei" e nós "súditos" que podíamos apenas idolatrá-lo e cultuá-lo, mas nunca criticá-lo ou contestá-lo. Além disso, um "rei" é único, não pode haver outro, apenas um príncipe, que é inferior ao rei e quando o rei morrer pode tomar seu trono.

O primeiro a chamar Pelé de rei foi Nelson Rodrigues, nos anos 50. Nelson afirmava que Pelé tinha um porte de rei e isso o distinguia dos outros jogadores. "Quando ele apanha a bola e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento."(CASTELLO, 2004,p. 195)
 

Pelé já se destacava no Santos com apenas 16 anos, tanto que jogou a Copa Rocca pela Seleção naquele ano. Com 17 anos era um dos nomes certos para a Copa do Mundo de 1958. Todos já falavam no menino como um "rei". O nome dado por Nelson tinha pegado. Nelson também escreveu que somente um menino com o porte de rei poderia livrar o Brasil da fama de vira-latas.

Assim como Garrincha, Pelé voltou como herói da Copa do Mundo da Suécia. Marcou seis gols, sendo todos eles decisivos para o título do Brasil. A imagem de Pelé chorando copiosamente, abraçado ao sorridente Garrincha construía a nova dupla que lavou a alma do povo brasileiro.

No período entre as Copas de 1958 e 1962, Pelé se tornou um fenômeno. Foi campeão paulista três vezes, artilheiro de todos os torneios que disputou, fez o gol de placa no Maracanã e recebia o maior salário do futebol brasileiro. A Copa do Chile seria a consagração de um menino aos 22 anos de idade que já tinha conquistado quase todos os títulos que um jogador de futebol pode conseguir. É claro que se Pelé não fosse um gênio, o apelido de rei seria dito algumas semanas na imprensa e com suas fracas atuações seria esquecido. Mas como Pelé ia se superando a cada jogo, ia moldando a imagem de "rei".

Até sua contusão na Copa do Chile é um fator que ajuda na construção da imagem de um herói. O herói sofre uma derrota grave, mas se levanta e consegue de novo seu objetivo depois de sofrer muito. Pelé queria ser bicampeão do mundo. Conquistou o título mundial pelo Santos em 1962 e em 1963.

Com a Copa de 1966, Pelé seria coroado de vez como o "rei". Garrincha também foi convocado, marcou até gol na única partida que o Brasil venceu, mas já não era o mesmo. O Brasil fez sua pior campanha em Copas do Mundo, sendo eliminado na primeira fase. Pelé saiu reclamando da violência, dizendo que não jogaria mais uma Copa, isso aos 26 anos. Garrincha não teve a mesma sorte, não pode escolher se continuava ou não, seu joelho decidiu por ele.

Durante 1966 e 1970, Pelé consolidou sua imagem de "rei" no Brasil. Aparecia em todos os programas de TV, rádio, revistas. Foi o jogador mais cantado na música brasileira, e também o jogador mais filmado no cinema brasileiro. Tudo que falava sobre Pelé vendia e dava audiência.

Até que em 1969, Pelé marcou no templo sagrado do futebol, o Maracanã, o milésimo gol de sua carreira, de pênalti, contra o Vasco. Pelé logo pegou a bola e começou a beijá-la, sendo rodeado pelos jornalistas, dedicou o gol às criancinhas do país, pedindo para que elas não fossem esquecidas. O evento foi tão festejado, que alguns dizem que os fatos mais importantes daquele ano foram: o milésimo gol de Pelé e o homem chegar à lua.

A "coroação" definitiva do "rei" foi na Copa de 1970. Nela Pelé se tornou não só "rei" no Brasil, mas também o "rei" do futebol no mundo. Um time fantástico, cheio de craques, comandado pelo seu ex-colega de Seleção: Zagalo. Pelé marcou mais nessa Copa pelos gols que não fez. O chute do meio campo que passou rente à trave contra a Tchecoslováquia. Muitos jogadores já fizeram um gol como esse, mas o comentário é um só: ele fez o gol que Pelé não fez. A defesa do goleiro Gordon Banks, depois de uma cabeçada à queima roupa de Pelé, entrou para a história como a maior defesa de todos os tempos. E o drible de corpo no goleiro uruguaio e o chute para fora é lembrado como um dos gols mais bonitos que alguém não fez. Tudo isso sendo acompanhado pela primeira vez ao vivo, por todo o planeta, a cores. Pelé saiu da Copa como "rei" do futebol.

O título de rei foi levado tão a sério e tão bem construído que não foram poucas as vezes que Pelé foi visitar reis e rainhas de verdade em países europeus, sendo recebido com honras de chefe de Estado. Em qualquer parte do mundo que Pelé chega, todos querem vê-lo, é uma celebridade mundial. Até aqueles que nunca o viram jogar o idolatram, afinal um "rei" não se contesta, apenas se reverencia. Como o futebol é o esporte mais praticado do mundo, Pelé é um dos rostos mais conhecidos no mundo. O próprio Pelé afirmou em uma entrevista em novembro de 2005 que é mais conhecido do que Jesus Cristo.

Em 1980, Pelé recebeu o título de "atleta do século" na França e se tornou a personalidade esportiva mais importante do mundo.

Pelé sempre separou o atleta da pessoa. Em todas as entrevistas que concede, Pelé se refere a Pelé como se fosse uma terceira pessoa envolvida na conversa. É como se ele, o Edson, fosse uma pessoa e Pelé fosse outra. Outro fator que ajuda na imagem construída de Pelé. Tudo que puder manchar a imagem do "rei" na vida pessoal – como aconteceu com Garrincha - é facilmente limpo, pois quem fez foi o Edson. Pelé é só dentro de campo.
 

O jornalista Fernando Calazans, quando perguntado sobre quais os melhores jogadores da história do futebol, responde: "Pelé e Garrincha, ou até mesmo, como preferem alguns, Garrincha e Pelé. Só os dois - e pronto"(CALAZANS, 2005,p.39). Indagado sobre qual foi a melhor Seleção de todos os tempos, afirma: "Não foi a de 70. Simplesmente porque não pode haver seleção melhor de todos os tempos, nem no Brasil nem no mundo sem a presença de Garrincha. Ponto" (CALAZANS, 2005, p.49)

A Copa do Mundo de 1962 é a menos comentada pelos brasileiros. Para muitos o Brasil não fez mais do que sua obrigação de vencer pela segunda vez seguida. Foi uma seleção espetacular, com a mesma base de 1958, só que com uma experiência muito maior. Garrincha estava mais endiabrado do que nunca. Até o reserva do "rei" Pelé, Amarildo, se destacou. Muito se fala da Seleção de 1958, mais ainda da de 1970, mas muito pouco da de 1962. É claro que isso pesa quando vamos comparar a imagem de Pelé à de Garrincha. Justamente a Copa que Mané foi mais brilhante, que venceu sozinho, é a menos falada. Fala-se muito na que Pelé estreou e mais ainda na que ele se consagrou. Essa última é a mais comentada porque foi a mais vista. Foi a primeira a ser transmitida via satélite para todo o mundo, atingindo um número de espectadores muito maior do que as outras. As imagens eternizaram a conquista do Brasil naquela Copa.

O que faz um jogador ser o que é hoje é o acesso ao material que se tem dele. No Brasil até 1962, não existia vídeotape. Os filmes usados para registrar um jogo tinham oito minutos. Perdia-se muita coisa. Garrincha sofreu com isso, mas, em sua época, foi idolatrado por uma nação inteira, não resta dúvida. (CASTRO, 2005, p.37).

O jornalista Orivaldo Perin, afirma em sua matéria "A TV pereniza gênios e cabeças-de-bagre" que o torcedor desconhece os craques do passado por causa da ausência da televisão até meados dos anos 60. Perin fala exatamente das jogadas geniais dos grandes craques que ficaram perdidas, podendo ser registradas apenas por fotografia, pela emoção dos locutores de rádios e pelas crônicas esportivas.
 

Hoje, qualquer artilheirozinho tem seus gols e jogadas de efeito registrados em DVD ou disponíveis em arquivos de emissoras de TV. Quantos momentos geniais de Garrincha ficaram registrados só nas retinas dos que puderam vê-lo em campo? (...) Maradona , que os argentinos vêem como deus, surgiu na virada dos anos 70 para os 80, quando a TV já era senhora dos gramados. Trata-se de uma vantagem em relação aos gênios que brilharam antes deles.(PERIN, 2005, p.37)

Luís Mendes afirma que o papel da mídia foi fundamental nas duas carreiras.

E eu considero que se o Garrincha não foi melhor do que o Pelé, também não foi inferior. Só que o Pelé teve mais mídia. Juntaram-se os cariocas que não gostavam do Botafogo ou que torciam contra o Botafogo com os paulistas para fazer do Pelé o maior ídolo nacional. (MENDES IN VENÂNCIO, 2005)


Considerações finais

A primeira conclusão é a presença fundamental da televisão nos meios de comunicação. Tudo aquilo que você vê passa a ser mais real do que aquilo que você escuta ou lê e forma as imagens na sua imaginação. A televisão forma isso para você, da maneira que ela quer.

Garrincha foi um jogador da época do rádio como principal veículo de comunicação. Portanto, tudo que ele fez está apenas na memória ou na imaginação de quem viu ou ouviu. São poucos os lances que se tem sobre Mané. Já Pelé jogou durante a era do rádio, durante a transição para a televisão e foi um dos principais ícones para sua consolidação no país. Seus lances ficam eternizados nas imagens. Toda vez que alguém quiser saber quem foi o jogador Pelé, terá nos arquivos de televisão a possibilidade de reviver o mito do "rei" Pelé. Garrincha não.

Ao longo da pesquisa na realização do trabalho concluí que Garrincha foi melhor que Pelé. Dentro de campo ninguém nunca vai fazer o que Garrincha fez. Jogava o futebol da maneira mais pura possível, driblava por driblar, jogava por jogar e o gol seria uma conseqüência do seu show particular que encantava e fez as platéias do mundo inteiro rir. Jogava para encantar e fazer a alegria do próximo: do companheiro que recebia o passe para o gol ou do público. Garrincha foi um marco. Encerrou a era do futebol alegre, dos jogadores que não ficaram ricos, da beleza do jogo por si só, dos profissionais que bebiam antes dos jogos.

Pelé foi um atleta exemplar, um jogador espetacular, objetivo, que driblava em direção ao gol. O "rei" começou a era do futebol mais físico, da preparação, do resultado. Também foi um marco. Depois dele, o futebol virou um negócio que renderia bilhões de dólares. Foi o primeiro mito do esporte que a mídia fabricou.

Outro fator foi a eterna disputa de quem era o melhor. Não seria possível explorar a imagem de um jogador, como herói e símbolo nacional se não eram todos que concordavam que Pelé era o melhor ou Garrincha era o melhor. Um deveria ser o vencedor e como - para muitos - dentro de campo eles se equivaliam, outra forma de "desempate" deveria ser descoberta.

Foi preciso, então, que a vida pessoal de Garrincha começasse a aparecer na imprensa, como um desregrado, irresponsável, que deixava a mulher por uma cantora famosa. Enquanto a imagem pessoal de Pelé se mantinha intacta, já que ele próprio separava o Edson do Pelé. Só valia o que ele fazia em campo.

Como Garrincha não conseguia mais jogar, sua vida pessoal foi se sobrepondo à profissional, até que a dúvida sobre quem foi melhor fosse respondida da maneira que a mídia queria: "Pelé".

A mídia não soube ou não quis valorizar as façanhas de Garrincha e enaltecê-lo como "rei". Talvez porque ele fosse simples demais, despojado demais para envergar o manto e a coroa de um imperador. Além disso, para muitos que o conheciam era ingovernável, indisciplinado, recusava-se a aprender mais, a falar idiomas, não tinha perfil de "rei". Seu "reino" era Pau Grande, onde, acreditava, tinha tudo o que precisava para ser feliz.

Mas, ainda que a mídia não pudesse ou quisesse coroá-lo, em qualquer tempo estará a lhe dever maior reverência por tudo que ele proporcionou aos torcedores do futebol e ao povo brasileiro, que ele alegrou com seus dribles, com seu riso maroto, com sua informalidade de menino, já que por muito menos muitos outros que vieram depois dele e de sua era são considerados celebridades e destacados como verdadeiros heróis nacionais.

Bibliografia

CAILLOIS, Roger. O mito e o homem. Trad. José Calisto dos Santos. Lisboa: Ed.70, 1972

CALAZANS, Fernando. Dupla promissora.In: Jornal O Globo, 5/06/05, p.49

CASTELLO, José. Pelé: os dez corações do Rei. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.

CASTRO, Ruy. Estrela solitária: um brasileiro chamado Garrincha. São Paulo: Companhia das Letras, 1995

MARQUES, José Carlos. O mito construído, destruído e restituído – o caso cíclico de Ronaldo fenômeno. Rio de Janeiro: UERJ, 2005.

MARQUES, José Carlos; CARVALHO, Sérgio; CAMARGO, Vera Regina Toledo, organização. Comunicação e esporte – tendências. Santa Maria: Palotti, 2005.

MELO, Victor Andrade de. Eficiência x Jogo de Cintura: Garrincha, Pelé, Nélson Rodrigues, Cinema, Futebol e Construção da identidade nacional. Rio de janeiro: ECO/UFRJ, 2004

NOGUEIRA, Armando. Garrincha na malha da ingratidão. In: Um olhar. Revista Lance A+,21/05/05, p.12

NUZMANN, Carlos Artur. A importância do marketing esportivo no esporte. Seminário INDESP de Marketing Esportivo. Ouro Preto: INDESP, 1996.

PERIN, Orivaldo. A TV pereniza gênios e cabeças-de-bagre. In: Jornal O Globo, 21/08/05, p. 37

VENÂNCIO, Rafael. (rafaelvenancio.msn.com) Entrevista Luís Mendes. E-mail para Filipe Mostaro. (filipemostaro@hotmail.com) 6 de Março de 2006

www.universidadedofutebol.com.br

 

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