quinta-feira, 4 de março de 2010

mau estar da civilização futebol homossexualismo


O mau estar da civilização



    Oportunizando congratular os esforços de desenvolvimento, damos as boas vindas a quem inicia o semestre letivo, instando-os à reflexão.

 Régis de Oliveira Montenegro Barbosa a Glaucia Dipp Dreher, ao final dos anos noventa, dinamizaram o Projeto Conciliação das Varas de Familia alcançando mais de 85% de acordos.  No texto seguinte, Régis sintetiza a crise de mal estar da "civilização" referindo leituras fundamentais para quem deseja afiar o pensamento.



 O Tempo, o ser e a Técnica
 Régis de Oliveira Montenegro Barbosa*
 São por todos nós conhecidos os benefícios, comodidades e facilidades gerados pelo avanço tecnológico da sociedade pós-industrial. Forçoso, contudo, indagar e refletir por que veredas trilhamos e a que custo. Assistimos, não sem assombro e consternação, ao depauperamento e à degradação das virtudes da alma, o que se constata com maior candência no campo da ética. Sucede como na estória do sapo que, colocado na panela imerso em água cujo calor é paulatinamente elevado, nela permanece até fenecer, já que deixa de perceber o gradativo aumento da temperatura. Assim também nos está a acontecer, seduzidos pela sociedade da técnica, fustigados pela azáfama cotidiana, sem que nos demos conta ou tenhamos força e energia para "remar contra a maré".
 Cooptados pelos "encantos da máquina", permanecemos embevecidos, "grudados" nos visores do celular, do computador, do televisor, quiçá nutridos da dissimulada ânsia de sermos percebidos, aos nossos olhos e aos dos outros, como pertencentes a uma sociedade tecnologicamente avançada. Visualizar-se socialmente inserido no contexto, este é o mote!  O problema é que, sem maiores perquirições, sofregamente lançamos mão de uma profusão de inovações tecnológicas (como a criança que se encanta com o brinquedo), ao escopo de sentirmo-nos "in" e não "out".  Desta forma, perdemos em sensibilidade para o que se encontra no entorno, vale dizer, para o belo e excitante mistério que a vida por si encerra, mas que vem perdendo em encanto e magia. Transitamos menos por uma consciência individualizada (acessada somente quando entramos em estreito contato com o recôndito de nosso ser) do que por aquela que se esgota no restrito grupo cultural a que pertencemos. Vale dizer, no inconsciente (ou consciente) coletivo Junguiano.
 Por isso que, rogando perdão pela tautologia, todo mundo só faz e pensa o que todo mundo faz e pensa! Portadores desta consciência obnubilada, tornamo-nos presas inermes do torpor e da inconsciência, para não dizer inconsistência! Cultiva-se apenas o que é saliente e visto, não o que está oculto, velado e não aparente, postura que colide de frente com o aforismo cunhado por Antoine Saint-Exupéry, que, no opúsculo O Pequeno Príncipe, alertara: "Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos".
 A menos que se pretenda fazer vistas grossas e ouvidos moucos, é de inferir que a tecnologia, com a rapidez e artificialismo ínsitos, sem embargo de muitas vezes benfazeja, acarreta efeitos colaterais e embute todo um modus vivendi. Vem emprestando aridez a um mundo no qual cada vez menos vicejam a poesia, a sensibilidade, o encantamento, a contemplação, a paz, o amor. Pelo contrário, tais estados anímicos, não raro, são maliciosa e distorcidamente estigmatizados e acoimados de parvoíce ou pusilanimidade. Até parece que por força de nossa condição humana nem estamos expostos a toda sorte de infortúnios, à doença, à velhice e à morte.
 Ao revés, no ápice da pirâmide axiológica grassam a competição, o arrivismo, a ânsia por sucesso pessoal e material, o açodamento impensado e insensato. Não assumimos nem damos a conhecer nossas fragilidades naturais e, o que é mais constrangedor, por vezes deixamos transparecer até mesmo o que bem lá no fundo nem somos ou nem estamos efetivamente sentindo (a velha hipocrisia da qual o meio e convívio social estão prenhes!).
 Isto sem mencionar o crescente solapamento da "cultura do livro", sucedida a passos largos pela indústria cultural e do entretenimento (ADORNO, HORKHEIMER, Dialética do Esclarecimento, e GUY DEBORD,  A Sociedade do Espetáculo). Integramos uma "massa" amorfa e esteriotipada, cujas posturas, sentimentos, e até pensamentos, passam a ser pré-concebidos e moldados pela cultura de massa (HERBERT MARCUSE, o Homem Unidimensional) e por uma mentalidade de rebanho (NIETZSCHE).
 De modo a provocar inveja ao mais genuíno "Fordismo", que nos alvores do século passado inaugurou o sistema de produção em série e de divisão do trabalho.
 Somos frutos de uma sociedade midiática que, modo intermitente, forja ídolos (ícones) que em seu proscênio são adorados e bajulados, mas que só conquistam e ostentam fama, prestígio e riqueza, na razão direta da existência de idólatras de plantão que, com tal atitude, deixam de despender atenção e energia para dentro de si, com o que desconectam os fios condutores que franqueiam o acesso à força e sabedoria interiores, em boicote ao despertar espiritual, que em determinadas culturas e filosofias do oriente assumem singular valia, mas que por nós são negligenciados.
 Não é por menos que a sociedade tecnológica contabilizou como um de seus acerbos críticos o filósofo alemão Martin Heidegger (Ser e Tempo), para quem ela elidiu do homem a imprescindível indagação pelo sentido do Ser e pelo significado mais profundo da existência humana. Tudo porque vivenciamos uma "Sociedade em Rede" (MANUEL CASTELLS), que nos exorta a que permaneçamos a ela "plugados", com o que se instala um mundo virtual e artificial (quase fictício!) a latere do mundo concreto e natural, aquele guindado a um posto de maior relevância, até mesmo nas relações afetivas.
 Tais considerações e invectivas, todavia, não denotam qualquer pretensão a que se retorne ao estado de natureza ou que se renda tributo ao mito Rosseauniano do "Bom Selvagem"!
 Outro efeito nefando protagonizado pela sociedade tecnológica reside na sensação de aceleração do tempo. É que tudo funciona de forma cada vez mais célere, regado por um bombardeio de informações, merçê da revolução da informática. Há quem diga que se cuida de fenômeno objetivo, tese preconizada pela "Doutrina Schuman", em conformidade com a qual as ondas eletromagnéticas que envolvem nosso planeta estariam vibrando com uma frequência e velocidade maiores.
 A triste evidência é que a vida nos está "levando de roldão", o que automaticamente nos impõe a pergunta acerca de qual o sentido disso tudo. Perdemos em calma, afeto e alma! Como sentenciara Sócrates do cume de sua sabedoria (já que segundo o Oráculo de Delfos sabia que nada sabia), uma vida não examinada não vale a pena ser vivida. Com efeito, tornamo-nos meras peças de reposição de uma engrenagem que se auto alimenta e se move autonomamente, que nutre um fim em si mesmo e que conta como um de seus precípuos combustíveis propulsores o Capital, velho inimigo de Karl Marx.
 Isto tudo não sem o sério risco de virmos a desembocar no autofagismo. O que até nos deixa timoratos de que se cumpra vaticínio escatológica da civilização Maia, que rendeu ensejo a recente produção cinematográfica, no sentido de que ocorrerão catástrofes de proporções alentadas por conta da inversão dos eixos polares da Terra, já no iminente ano de 2012, aptas a provocarem o epílogo da existência humana neste planeta, ao menos nas condições que conhecidas e vivenciadas.
 No crepúsculo e sintetizando: para que nos seja possível provar da polpa da fruta estamos tendo que engolir o caroço!


Homossexualismo e futebol 
O grande tabu
Se o futebol é democrático, a intolerância também é. Um ato de intolerância racista ou religiosa não é mais grave do que um ato homofóbico ou xenófobo. É tudo a mesma coisa
Oliver Seitz
Uma pergunta provocativa e uma resposta simples e direta que permitem abrir um leque maior de análise. Muito maior, diga-se.

Na entrevista com o diretor de marketing do São Paulo, Adalberto Baptista, publicada aqui na Universidade do Futebol na última sexta-feira, foi perguntado se seria possível o clube reposicionar o "bambi" para torná-lo um símbolo do clube. A resposta, que não gera nenhuma surpresa, foi que não, o clube não possui e nem possuirá interesse nisso.

A resposta é óbvia por pelo menos duas razões: primeiramente pelo seu sentido mercadológico. Bambi é um personagem do grupo Disney, portanto qualquer ação no sentido da adoção do personagem como símbolo teria que passar por algum acerto financeiro, ainda mais se for levado em conta que o São Paulo tem contrato com a Warner. Simples assim.

A segunda razão, bem menos simples, é o que o Bambi representa. Contextualizando sem maiores delongas, Bambi é um veado, logo é popularmente assumido como um símbolo de viado, a tradução pejorativa de homossexuais do sexo masculino, aparentemente originada da contração do termo "transviado". E, sob essa perspectiva, a razão se complica.

A homossexualidade é, possivelmente, o maior tabu do futebol contemporâneo. No período da fundação e do desenvolvimento inicial do futebol moderno ao redor do mundo, o seu grande problema social era a intolerância entre raças e nacionalidades.
Como o tempo e com a evolução das coisas esse problema foi minimizado. Ainda que casos de xenofobia e discriminação racial e, por vezes, religiosa, ainda aconteçam, nada se compara à intolerância em relação aos homossexuais. O problema da homofobia no futebol é tão grande, tão grande, que ele é simplesmente ignorado. É melhor fingir que não existe.
Para quem trabalha e convive diariamente com o futebol, não é incomum ouvir histórias sobre casos homossexuais envolvendo jogadores, comissões técnicas e diretores. Entretanto, oficialmente, não existem homossexuais jogando futebol. Na história do futebol, apenas um jogador de elite admitiu publicamente sua homossexualidade: o inglês Justin Fashanu, atacante que jogou por clubes como Manchester City e West Ham e foi o primeiro jogador negro da história do futebol inglês a ser transferido por um valor acima de um milhão de libras, quando trocou o WBA pelo Notthingham Forest em 1981.
Em 1990, Fashanu admitiu sua homossexualidade em uma entrevista ao tablóide The Sun. Em 1998, depois de intensa pressão psicológica e de uma acusação de ter abusado de um adolescente de 17 anos, da qual ele foi inocentado por falta de evidências, Fashanu se enforcou.
Quando Fashanu decidiu declarar publicamente sua homossexualidade, alguém deve ter imaginado que ele seria o primeiro de muitos. Mais do que isso, alguém deve ter pensado que já que o homossexualismo estava vindo à tona em 1990, a intolerância certamente estaria resolvida em 2010. Afinal, são vinte anos de evolução social. Mas, como todo mundo bem sabe, esse não é exatamente o caso. A intolerância ainda persiste.
Dez anos depois do suicídio de Fashanu foi criada a organização "Justin Campaign", em homenagem ao jogador, que tem como objetivo reduzir a homofobia no futebol. Logo em seguida, a organização se aliou a duas influentes parceiras, a "Kick it Out" - organização criada inicialmente para combater o racismo no futebol, mas que hoje se envolve com diversas formas de intolerância - e a própria Football Association, que colaborou para lançar uma campanha com o óbvio e esclarecedor mote: se o comportamento homofóbico não é aceito fora do estádio, por que ele é aceito dentro?

O vídeo, que estava há tempos sendo preparado e esperado pelos ativistas anti-homofobia, foi declarado decepcionante. Primeiro porque ele teve o seu lançamento adiado por algumas indecisões da FA e com exibição restrita à Internet, e segundo porque diversos jogadores da elite do futebol inglês foram convidados a participar da campanha, mas recusaram quase que unissonamente. A desculpa, óbvia também, é o medo de se associar ao ativismo e eventualmente ser hostilizado pelo público durante as partidas.
No futebol brasileiro, nada desse tipo jamais veio à tona. Justo no país que se gaba de ser a terra da tolerância, o grande centro mundial da aceitação de raças, credos e etnias e que possui no futebol o seu grande evento democrático, que une tudo e todos, até o Jamal, o pequeno judeu perna-de-pau, com o Jacó, o pequeno mulçumano filho do dono da barraca de grãos da feira.
Já está mais do que na hora da homofobia no futebol ser combatida. Se homossexuais já estão amplamente inseridos e aceitos nas principais plataformas de entretenimento do Brasil, incluindo o popular e recente caso do Big Brother – ainda que com evidente intolerância –, por que então ignorar a questão no ambiente futebolístico nacional?
Se o futebol é democrático, a intolerância também é. Um ato de intolerância racista ou religiosa não é mais grave do que um ato homofóbico ou xenófobo. É tudo a mesma coisa. Não dá pra achar que dá pra ignorar. Tem que combater. Mas aparentemente, ninguém está nem aí. Melhor fingir que não existe. Põe dentro de um saco e esconde. E esse saco, aparentemente, nem o perna de pau do pequeno Jamal conseguirá derrubar tão cedo.

*Pesquisador do Grupo de Indústria do Futebol da Universidade de Liverpool na Inglaterra, Oliver Seitz foi o primeiro brasileiro a integrar a equipe de pesquisadores do FIG e a lecionar sobre a indústria do futebol no nível superior inglês.Além disso é bacharel em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas pela UFPR, pós-graduado em Administração Esportiva pela FGV-SP, especialista em Comunicação Empresarial pela PUC-PR e colunista da Universidade do Futebol.


From: Newsletter Universidade do Futebol
Sent: Thursday, March 04, 2010 9:06 AM
Subject: Homossexualismo e futebol 





 Qual a conexão entre os dois textos?

 O engodo psicopata acentuado a partir de Karl Marx. 
 Esse desprezível está na na raiz de todos os problemas da sociedade porque as suas falácias são o combustível para alimentar o fogo reformador da juventude incendiando-os de encontro aos valores da civilização.
   Os psicopatas, por não possuírem experiência emocional, não sonham, como nós, humanos, com coisas boas para a sociedade.  Pelo contrário, esses bandidos dissimulados identificam os sonhos humanos usando-os para alavancarem os seus planos diabólicos. Enquanto não se desperta para o perigo desses seres do mau com aparência humana, ficamos indefesos diante da manipulação emocional. 
   "Para realizar grandes sonhos, precisamos GRANDES sonhos..." Sonhamos e trabalhamos para ampliar a rede de conscientização, encerrando à era de trevas contemporânea.    



Karl Marx foi sustentado pela esposa por 16 anos enquanto escrevia "O Capital" até ela ficar pobre. Só teve um único emprego fixo em 64 anos de vida, e foi como como correspondente do jornal “New York Herald” por breve período e que não resultava em quantias suficientes para manter a família.

Embora estudioso de economia, era cronicamente irresponsável nas finanças pessoais e sempre passou necessidades. Em 1852, quando morava em Londres sem ter mais para onde correr, Marx tentou penhorar alguns talheres de prata com o brasão da família da esposa quando o dono da loja, desconfiado daquela criatura de cabelos desgrenhados e mal vestida, chamou a polícia.

Viu 4 de seus 7 filhos morrerem ainda bebês pela vida insalubre e miserável que sua vagabundice impôs à família, viu duas de suas três filhas sobreviventes se suicidarem, traiu a mulher que o sustentou por anos a fio com a melhor amiga dela e ainda deu o bebê nascido desta relação para o amigo rico Engels criar. Morreu pobre, intelectualmente debilitado e com um abscesso no pulmão. Somente 11 pessoas incluindo Engels foram ao seu enterro.

Esse é o ídolo da esquerda. O "pai do socialismo". Sujeito ordinário, preguiçoso e imoral, que não conseguiu sequer colocar a própria vida em ordem. É este pilantra, em muitos aspectos similar ao Lulla, o criador do sistema que tem a pretensão de trazer a solução para o mundo? Pois é. Cada um tem a referência que merece.

E o Paul Johnson cita no livro “The Intelectuals” que esse energúmeno, além de tudo, não tomava banho e não fazia a barba por muito tempo. Seus seguidores também deixam a barba crescer sem saber por que.

Mas, suas ideias errôneas, ainda estão por aí, a estrepar com o mundo, a azarar com a sociedade. Pior de tudo é que estamos sendo vítimas desses sórdidos caolhos, gigolôs da miséria, parasitas e aproveitadores, os Schmarotzers, na línguagem de seus conterrâneos alemães. Até quando, como diria Catilina, o senador romano?